09 de julho de 2026
Saúde

Esfoliação revitaliza a pele

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Outra técnica dermatológica de revitalização da pele é o peeling, que pode ser feito em praticamente todo o corpo. De acordo com o dermatologista Ivander Bastazini, trata-se de uma descamação forçada da pele, no intuito de remover as camadas superficiais do tecido.

Essa esfoliação pode ser realizada em diferentes profundidades, de acordo com a intenção do tratamento. Para isso, o médico dispõe de vários métodos. O mais simples é o uso de produtos cosméticos formulados à base de ácidos.

Se a intenção é recuperar a pele após uma exposição exagerada ao sol durante as férias, por exemplo, o médico pode indicar o uso diário de um creme com baixa concentração. A esfoliação será feita gradualmente e os resultados aparecem depois de algumas semanas ou meses.

Se o objetivo do tratamento é clarear a pele ou tirar manchas, o médico pode optar por um peeling mais profundo, usando uma concentração mais alta dos ácidos e promovendo a retirada de várias camadas de pele ao mesmo tempo.

“Existe, também, o peeling de fenol, que é bem mais agressivo e deve ser aplicado em ambiente hospitalar, porque pode afetar o coração. Ele desepiteliza o rosto completamente”, salienta Bastazini. Segundo ele, a pessoa sai do hospital usando uma película transparente (parecida com filme de PVC) cobrindo o rosto como uma máscara.

A reconstituição da pele demora cerca de 10 dias, período em que o paciente tem que usar analgésicos e antiinflamatórios. “A pele vai estar muito irritada e vermelha e a dor é como a de uma queimadura. Arde nos primeiros dias e fica sensível por um bom tempo”, completa.

Dermoabrasão

As técnicas de dermoabrasão são ainda mais agressivas que o peeling de fenol. Elas promovem um lixamento da pele e são indicadas para o tratamento de lesões mais profundas, como as cicatrizes.

Pode ser feita com produtos químicos e aparelhagem específica ou manualmente (neste caso, usam-se lixas d’água comuns). O paciente é submetido a anestesia local, com complemento de anestésicos e antiinflamatórios.

Considerando-se que a pele é um importante mecanismo de defesa do organismo, pode-se afirmar que ambos os procedimentos exigem muito cuidado do paciente. Até que a pele esteja totalmente reconstituída, existe risco de inflamação ou infecção.

E mesmo depois da pele estar totalmente formada, o paciente fica proibido de se expor ao sol por um bom tempo, pois a sensibilidade do novo tecido facilita o aparecimento de manchas ou mesmo de câncer.

Bastazini explica que existem inúmeras técnicas cirúrgicas para a remoção das cicatrizes. O lixamento é usado quando elas são muito profundas e não desaparecem totalmente com outros procedimentos cirúrgicos. O médico completa a cirurgia com a dermoabrasão, como se fizesse um polimento daquela pele.

“Hoje, essa dermoabrasão pode ser feita com aparelhos a laser, de um modo mais prático e limpo - sem sangue. O procedimento também é feito com anestesia. O laser queima a pele, que é retirada com gaze e soro fisiológico. Então, você passa o laser quantas vezes forem necessárias. A pele fica queimada, mas sem sangramento”, salienta.