08 de julho de 2026
Polícia

Ex-jogador é assassinado com 4 tiros

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Carlos Alberto Gomes da Costa, 38 anos, ex-jogador do Esporte Clube Noroeste - que atualmente exercia a função de supervisor no clube -, foi morto ontem, com quatro tiros, por volta das 18h, no Jardim Lili, próximo ao Jardim Carolina.

O crime aconteceu na quadra 3 da rua Olavo Moura, em frente ao numeral 43. Um adolescente, única testemunha, contou para a Polícia que passava pelo local quando viu dois homens discutindo.

A discussão rápida teria acabado em luta corporal, momento em que um deles teria sacado um revólver e disparado dois tiros. Com medo de ser atingido, o adolescente se escondeu e, passados poucos segundos, ouviu outros dois tiros.

Após atirar na vítima, o agressor, que vestia uma camisa do São Paulo Futebol Clube com o número 9 nas costas, fugiu. Na esquina, cerca de 100 metros depois, ele embarcou em uma moto e seguiu sentido Sambódromo, segundo relatou a testemunha.

Uma pessoa não-identificada acionou a Polícia, avisando que no local havia um homem baleado. A Unidade Resgate chegou a socorrer a vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu. O ex-jogador foi atingido no peito, na cabeça, na orelha e na axila.

No local do crime foi encontrado o veículo Tempra, placas BLN 2973/Bauru, com os documentos da vítima. Por isso, supõe-se que o carro era de Costa.

Na noite de ontem, os motivos do crime ainda não tinham sido esclarecidos. Sabe-se que o ex-jogador era uma pessoa querida na cidade e de poucos inimigos. A equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foi acionada para iniciar as investigações, mas até o fechamento desta edição não tinha informações concretas sobre o autor e o motivo do assassinato.

Carreira

Carlos Alberto veio para Bauru em 1982, para jogar no juvenil do Noroeste. No ano seguinte se profissionalizou e foi titular absoluto da equipe vice-campeã da Segunda Divisão. O XV de Piracicaba sagrou-se campeão e, naquele ano, apenas um clube era promovido à Primeira Divisão.

Mas em 1984, ele ajudou o Norusca a ganhar o título e retornar ao grupo de elite do futebol paulista. Em 1986, se transferiu para o Sertãozinho.

Bom defensor - lateral-esquerdo e zagueiro -, muita personalidade dentro e fora do campo, Carlos Alberto foi um “boleiro” rodado, sendo um dos primeiros brasileiros a jogar no futebol japonês, onde permaneceu durante cinco anos. Antes, defendeu o Palmeiras e XV de Jaú e, na volta do Japão, jogou em Ponta Grossa, XV de Piracicaba e outras equipes. Encerrou a carreira onde começou: no Noroeste, em 2000. Mesmo sem receber salários, Carlos Alberto vinha colaborando com o alvirrubro como supervisor, cargo que havia assumido em março deste ano. (Leonardo de Britto)