A primeira ferrovia a chegar a Bauru foi a Estrada de Ferro Sorocabana, que a partir de 1905 passou a ligar Bauru a São Paulo. A inauguração do trecho veio acompanhado de muita festa.
“A nossa cidade finalmente estava ligada à capital por ferroviaâ€, relata o memorialista Luciano Dias Pires, diretor do Instituto Histórico Antônio Eufrásio de Toledo, na publicação “Primeiros tempos de nossa Bauruâ€.
Um ano depois, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil inaugurou o seu primeiro trecho, entre Bauru e Avaí. Em 1910, a Cia. Paulista de Estradas de Ferro atingiu a cidade.
“A chegada das ferrovias movimentou Bauru. Foram admitidos 2 mil funcionários. Isto provocou o deslanchamento do comércio e incentivou a migraçãoâ€, relata Gabriel Ruiz Pelegrina, diretor do departamento de patrimônio histórico da Secretaria Municipal de Cultura.
Em 1957, a NOB foi incorporada à holding Rede Ferroviária S.A. Em 1961, todas as ferrovias paulistas, caso da Cia. Paulista e Sorocabana, foram encampadas pelo governo paulista, dando origem às Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa). Em 1996, houve a concessão da antiga NOB e, em 1998, toda a malha da Fepasa foi concedida à iniciativa privada.
O processo de privatização, de acordo com o sindicalista Roque Ferreira, resultou no redimensionamento da malha ferroviária.
Em 1996, havia 23 mil quilômetros de trilhos e 45 mil ferroviários atuando no sistema ferroviário brasileiro. Atualmente, a malha tem 19 mil quilômetros e 18 mil funcionários.
“Esse processo foi acompanhado do abandono do patrimônio histórico ferroviárioâ€, confirma Ferreira. Patrimônio este que apenas será preservado com a união das iniciativas privada, órgãos públicos e sociedade civil.