10 de julho de 2026
Regional

Modelo de Jaú para a prevenção de câncer pode ser usado em todo o País


| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O modelo de prevenção do câncer do colo do útero desenvolvido em Jaú pode ser adaptado e aplicado em outras regiões do País, por ser econômico e comprovadamente bem sucedido. A afirmação é da presidente da Sociedade Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, a médica Elza Aida Gay Pereyra.

A médica participou, na última sexta-feira, da solenidade comemorativa do 6.º aniversário da parceria entre o Hospital Amaral Carvalho e a Secretaria Municipal da Saúde, no Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico, que contou ainda com a presença do diretor técnico da DIR X- Bauru, Afonso Viviani Junior, Antônio Marcos Rodrigues, secretário municipal da Saúde, Lise Cury, da Fundação Oncocentro, entre outras autoridades.

A comemoração do aniversário do programa teve cursos dirigidos a agentes comunitários, profissionais de enfermagem e médicos, desde quarta-feira, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM).

Segundo a coordenadora do programa, Lenira Maria Queiroz Mauad, o câncer é a segunda causa de morte entre as mulheres. Os dados estatísticos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que de 1979 a 1998, o índice de mortalidade saltou de 3,4% para 4,45%. Em Jaú, esse número chegou a 5 óbitos para cada 100 mil habitantes em 95.

O programa desenvolvido em Jaú conta com um posto fixo de coleta, no Hospital Amaral Carvalho, além de trabalho realizado em sistema de rodízio, periódica e gratuitamente, nos PAS da Rede Básica de Saúde, gratuitamente.

Com isso, as mulheres desenvolvem o hábito de realizar o exame preventivo de Papanicolaou anualmente, em locais mais próximos de suas casas, contando com suporte caso o exame apresente alterações.

Pelos números do programa, em seis anos, os índices de casos em estádios iniciais aumentaram, enquanto os casos de câncer em fases avançadas da doença, mostraram redução, o que prova a eficiência do programa.