10 de julho de 2026
Cultura

Museu Histórico abre exposição de arte primitiva

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Museu Histórico Municipal abre hoje, às 14h, a exposição “Arte Primitiva”, com peças do acervo dos museus Histórico Municipal, Ferroviário Regional e Histórico e Pedagógico “Índia Vannuíre”, de Tupã.

São 40 peças, entre vasos indígenas, objetos de pedra, estátuas de animais, fósseis e 24 quadros com imagens comentadas, que ocupam duas salas do Museu. “A exposição foi montada especialmente para o público infanto-juvenil, por isso é bastante didática”, explica Roberto Chinalha, diretor do museu. Mas as peças em exposição merecem ser vistas por toda a população, até porque não estavam em exposição nos seus museus de origem.

A “arte rupestre” (do latim “arte nas rochas”), é um dos temas abordados pela exposição. Este tipo de arte primitiva mostra as razões, as necessidades e as técnicas das quais o homem primitivo utilizava-se para se expressar. Acredita-se que as pinturas encontradas nas cavernas tinham fins mágicos, de acordo com a assessoria da Secretaria de Cultura.

O fato de representar um determinado animal, por exemplo, dava ao homem primitivo a convicção de que podia dominá-lo e torná-lo sua propriedade, vivo ou morto. De modo geral, o homem desse período não habitava as cavernas nos quais praticava sua arte. Escavações realizadas ao pé das pinturas murais não revelam sinais de ocupações permanentes do local.

Para executar a sua arte nas paredes das cavernas, o artista primitivo misturava as cores vermelho, preto e amarelo, com gordura animal e as aplicava na rocha utilizando os próprios dedos ou um graveto de madeira. Usava também por vezes, a técnica da pulverização. Neste caso soprava a tinta através de um osso ou de um caniço.

As cores eram obtidas com o emprego de hematita ou óxido de ferro, manganês, ocre e carvão. Os contornos das pinturas eram feitos com bastões de ocre vermelho e amarelo.

As superfícies eram pintadas com o mesmo material, acrescido de gordura para sua fixação. Com a utilização desse processo, o artista obtinha um efeito realista e realçava os tons.

Cultura Material

No transcorrer da história, o homem também criou canoas, armas, machados e outros utensílios aproveitando e transformando matérias-primas encontradas na natureza. Ao longo do tempo, foi elaborando formas que além da utilidade prática, imprimiam requintados acabamentos e proporcionavam satisfações aos usuários e observadores. Estas construções e readaptações eram denominadas “cultura material”.

A cultura material indígena é produzida a partir da realidade conforme a estrutura social de cada grupo e através do seu modo de viver, entender e perceber o mundo. Isto envolve recursos naturais disponíveis, finalidade, tecnologia, concepções religiosas, estéticas e filosóficas.

Esta junção de elementos dimensionam e estabelecem padrões de comportamento, perpetuando usos e costumes e cumprindo um objetivo sócio-cultural determinado que acaba por influenciar nas tendências artísticas de cada grupo.

A mostra, uma realização da Secretaria Municipal de Cultura e do Museu Histórico e Pedagógico “Índia Vannuíre”, de Tupã, também integra as comemorações dos 106 anos de Bauru, vai até o dia 29 de setembro.

• Serviço

Exposição “Arte Primitiva”. Hoje, às 14h, no Museu Histórico Municipal. Até o dia 29 de agosto. Rua Antônio Alves, 13-31. Informações: (14) 235-1183.