O candidato a governador do PMDB, Fernando Morais, desembarca hoje em Bauru por volta das 10h. Ele será recepcionado no aeroporto pelo presidente da executiva municipal do PMDB, Alex Gasparini, militantes vereadores e prefeitos da região.
Morais vai visitar a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e redações de veículos de comunicação. Também está programado um corpo-a-corpo no Calçadão da Batista de Carvalho.
Além de militante político e jornalista, ele fez fama como escritor. Seus livros, dentre os quais “A Ilhaâ€, “Olgaâ€, “Chatôâ€, e, por último, “Corações Sujosâ€, são best-sellers.
Uma de suas primeiras funções como integrante de equipe de governo ocorreu na gestão do ex-governador Orestes Quércia (1986/1989).
Foi secretário de Estado da Cultura. Implantou, nas médias e grandes cidades do Interior Paulista, as oficinas culturais.
Ao final do governo peemedebista, recebeu a espinhosa missão de comandar a Secretaria de Estado da Educação.
A filiação de Morais no PMDB demanda ao antigo MDB. Amigo pessoal de Quércia - candidato ao Senado -, vai disputar o governo do Estado com a missão de levar o partido até outubro isolado e sem alianças.
Devido a verticalização imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PMDB paulista não fez coligações.
Rompido com os peemedebistas em nível nacional - que decidiram pela aliança com o PSDB -, Quércia optou pelo caminho solitário como forma de protesto.
“Vanguardaâ€
Para Gasparini, Morais disputa o governo assumindo um “papel de vanguardaâ€. “Ele garante a posição do PMDB nesse quadro político adverso. O Fernando não é carreirista, é um escritor conceituadoâ€, elogia.
O líder peemedebista avalia que o candidato a governador vai sedimentar a disputa com facilidade diante da atual conjuntura político-partidária.
“E sem dever nada à sociedade. O Fernando Morais não tem esquelelo no armárioâ€, finaliza.