08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Jovens vivem numa geração de perigo


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No auge da força e da beleza física, o futuro nos olhos, nunca os jovens correram tantos riscos, expostos a tantos fatores hostis: do desemprego ao banditismo, das ruas às drogas, das drogas às gangues e aids, do traficante, das brigas familiares - “famílias arranjos”, do sexo à gravidez precoce, da violência das ruas, da facilidade para a aquisição de drogas e armas, e, da defasagem das políticas públicas.

A tristeza invade o coração quando ao assistir Criança Esperança na Rede Globo, dia 3/8/02, ainda ouvimos: “Violência é a principal causa morte de crianças e adolescentes no Brasil”, “Mais da metade dos estudantes sabe onde comprar arma, próximo da escola”, “Brasil, líder em mortes violentas de adolescente” ou quando ao ouvir, assistir noticiário, ler jornal, de qualquer parte do mundo, tomar conhecimento de morte. Morrer é dramático em qualquer idade. Mas morrer jovem é mais dramático do que após os 50 anos de idade, porque se quebra o ritmo natural da vida, mas assustador é que são vítimas de violência, mortes chocantes, e de todas as classes sociais.

Os riscos que rondam os jovens, no Brasil, são nossos, editados nas leis vigentes; é sabido que os perigos que rondam o infanto-juvenil viram problemas de todos. É necessário virar o jogo, sem disputa de poder, partido político, religião e outros. As três esferas de governo e a iniciativa privada, com pé no jogo, investindo e incentivando em áreas que atraem os jovens como: esporte, artes, meio ambiente, serviço de saúde específico, geração de emprego, política de habitação para todos e campanhas mais eficientes, mais vagas no sistema, assim é possível em alguns anos tirar o Brasil de líder em mortes violentas de adolescentes e diminuir investimentos em construção e manutenção de tantas Febens, Presídios e Centros Provisórios. O preventivo é bem mais barato, sem dúvida, do que o curativo e, também, menos doloroso para todos. A juventude é aquela fase única em que tudo parece possível. Já se disse que é a bela idade do engano e das utopias, porque nela estão as maiores fontes de prazer e também os grandes precipícios.

É certo: a natureza da adolescência é a mesma, é o mundo que se tornou potencialmente mais perigoso. Portanto, é necessário união de esforços de todos. (Irma Salaghenaufi - RG: 8.139.184)