No auge da força e da beleza física, o futuro nos olhos, nunca os jovens correram tantos riscos, expostos a tantos fatores hostis: do desemprego ao banditismo, das ruas às drogas, das drogas às gangues e aids, do traficante, das brigas familiares - “famílias arranjosâ€, do sexo à gravidez precoce, da violência das ruas, da facilidade para a aquisição de drogas e armas, e, da defasagem das políticas públicas.
A tristeza invade o coração quando ao assistir Criança Esperança na Rede Globo, dia 3/8/02, ainda ouvimos: “Violência é a principal causa morte de crianças e adolescentes no Brasilâ€, “Mais da metade dos estudantes sabe onde comprar arma, próximo da escolaâ€, “Brasil, líder em mortes violentas de adolescente†ou quando ao ouvir, assistir noticiário, ler jornal, de qualquer parte do mundo, tomar conhecimento de morte. Morrer é dramático em qualquer idade. Mas morrer jovem é mais dramático do que após os 50 anos de idade, porque se quebra o ritmo natural da vida, mas assustador é que são vítimas de violência, mortes chocantes, e de todas as classes sociais.
Os riscos que rondam os jovens, no Brasil, são nossos, editados nas leis vigentes; é sabido que os perigos que rondam o infanto-juvenil viram problemas de todos. É necessário virar o jogo, sem disputa de poder, partido político, religião e outros. As três esferas de governo e a iniciativa privada, com pé no jogo, investindo e incentivando em áreas que atraem os jovens como: esporte, artes, meio ambiente, serviço de saúde específico, geração de emprego, política de habitação para todos e campanhas mais eficientes, mais vagas no sistema, assim é possível em alguns anos tirar o Brasil de líder em mortes violentas de adolescentes e diminuir investimentos em construção e manutenção de tantas Febens, Presídios e Centros Provisórios. O preventivo é bem mais barato, sem dúvida, do que o curativo e, também, menos doloroso para todos. A juventude é aquela fase única em que tudo parece possível. Já se disse que é a bela idade do engano e das utopias, porque nela estão as maiores fontes de prazer e também os grandes precipícios.
É certo: a natureza da adolescência é a mesma, é o mundo que se tornou potencialmente mais perigoso. Portanto, é necessário união de esforços de todos. (Irma Salaghenaufi - RG: 8.139.184)