• Profissional
O jornalista e escritor Fernando Morais, candidato do PMDB ao Governo do Estado, comentou ontem, no JC, onde falou a vários veículos de comunicação, que não se sente constrangido em assinar a biografia do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), ainda inacabada. “Nossa relação é profissionalâ€, conta.
• Obra perecível
Morais é reconhecido por seus livros e também por sua militância de esquerda no passado. O livro só será publicado após a morte de ACM. Antes, a obra corre o risco de ficar velha diante de qualquer ato mais brusco do político mais famoso da Bahia. E alguém aposta que ACM vai sossegar e não vai provocar mais nenhuma reviravolta em sua vida política?
• Ação vendedora
Atencioso e demonstrando gosto por uma boa conversa, Morais contou que ACM reclamou em público, outro dia, dizendo que a obra só seria publicada após sua morte. O escritor ligou para o baiano e afirmou, em tom de blague, que pretende publicar a biografia em vida porque o conteúdo vai lhe render processos por injúria, calúnia e difamação. “Assim, de carona nesta notícia, eu venderia um milhão de livros...â€, justificou a ACM.
• Fila de autógrafo
O escritor de “Olga†e “Chatô†está animado com o tempo de TV que o partido tem: cinco minutos e 30 segundos, o segundo maior desta eleição. Mas o assédio a Morais ainda está mais para o seu lado de escritor do que de candidato. Por onde ele passa, formam-se filas para autógrafos de seus livros.
• Dúvida eleitoral
A campanha eleitoral suscitou uma dúvida, ontem, sobre a substituição da ex-secretária de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, como membro do Fundo Municipal de Saúde. A substituição foi publicada no Diário Oficial de anteontem. Contudo, há quem sustente que Eliane teria que ter sido desligada do Fundo no prazo estabelecido pela lei eleitoral. A candidata a deputada federal afirmou esperar que a administração tenha tomado as providências.
• Providências
Segundo o secretário de Negócios Jurídicos, Luiz Pegoraro, as providências foram tomadas e encaminhadas dentro do prazo legal à Justiça Eleitoral. Ele diz que o decreto de desincompatibilização de Eliane é de 1 de abril, data-limite imposta pela Justiça Eleitoral. “A partir desta data, ela não exerceu nenhum ato, inclusive no Fundoâ€, garante.
• Supreendido
O prefeito Nilson Costa (PPS) foi surpreendido com uma manifestação do Tribunal de Contas, no final da tarde de ontem, na qual o órgão aponta irregularidades no contrato e no edital de licitação do transporte coletivo. A prefeitura tem 30 dias para contestar a auditoria do TCE e tentar convencer o órgão de que a licitação não pode ser cancelada.
• De novo, o DAE
O prefeito também inicia o segundo semestre com uma representação assinada por cinco vereadores. Eles questionam a contratação da empresa Serec pelo DAE, no ano 2000 (página 5). O ex-presidente da autarquia, João David Felício, conhece o assunto bem de perto e é tido como uma das principais fontes de informação sobre este e outros contratos da autarquia.