10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Crédito

O anúncio do tão esperado acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) deixou, ontem, o mercado financeiro otimista e os empresários esperançosos com a volta do crédito ao comércio exterior. O diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, acredita que, em 15 dias, no máximo, deverá ser normalizado o financiamento ao comércio exterior. Segundo ele, os bancos já podem retomar as linhas externas com tranqüilidade, já que o risco Brasil teria praticamente acabado.

• Reação positiva

No mercado internacional, a reação também foi das melhores. O estrategista-chefe de câmbio do HSBC, em Nova York, Marc Chandler, disse que o acordo é impressionante e que seu porte (US$ 30 bilhões) trará um “enorme alívio” não só para os países latino-americanos, como para todos os emergentes em dificuldades. Para analistas, o grau de confiança na economia brasileira ficou claro.

• Saudação

No G-7 (Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo), o acordo com o FMI também soou bem. Em nome do grupo, o vice-primeiro-ministro do Canadá, John Manley, expressou, ontem, a satisfação com o empréstimo concedido ao Brasil. Em declaração distribuída à imprensa, saudou o “novo programa de empréstimo, apoiado nas sólidas políticas macroeconômicas e acordos institucionais do Brasil que deverá restaurar a confiança do mercado”.

• Baixa renda

De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, o acordo geral do setor elétrico não será homologado enquanto não ficarem definidas as divergências sobre os consumidores de baixa renda. Segundo ele, o governo deverá definir, ainda neste mês, como irá compensar as perdas das distribuidoras de energia com a adoção dos novos critérios para a definição de baixa renda.

• Lei

Os novos critérios, estabelecidos em lei, ampliam em cerca de 8 milhões de consumidores o total de beneficiados com tarifa social, ao fixar em 80 kWh/mês o consumo máximo para essa classe. As distribuidoras de energia que se sentiram prejudicadas com a lei conseguiram, na Justiça, uma liminar que as autoriza a utilizar os critérios anteriores. A Aneel é contra um novo reajuste de tarifas para compensar a mudança, mas admite a necessidade de definir uma fonte de recursos para evitar o desequilíbrio econômico-financeiro das empresas.

• Moedas

O Banco Central (BC) pretende acabar de vez com a falta de troco no País. Até o final do ano, cerca de 846 milhões de moedas estão previstas para entrar em circulação. Segundo informações do BC, a instituição estaria fazendo um trabalho em conjunto com associações comerciais e de bancos das principais capitais brasileiras para identificar a real demanda de dinheiro em circulação no País.

• Demanda

Segundo o BC, existe uma demanda apresentada pelos bancos, mas que nem sempre corresponde à necessidade real da população. Poucos caixas eletrônicos permitem o saque de notas de R$ 1, R$ 2 ou R$ 5. Os caixas dos bancos fornecem notas de R$ 10 para cima. A instituição quer cruzar as informações dos bancos com a demanda do varejo para programar a emissão de moedas e cédulas.

• Volume

No ano passado, BC despejou no mercado 690 milhões de moedas. Para 2002, a previsão era emitir 800 milhões de moedas. Esse volume foi ampliado para 1,2 bilhão até dezembro. Atualmente, existem no País cerca de 7,640 bilhões de moedas em circulação. Esse volume corresponde a uma entrada em circulação de 353,671 milhões de moedas em relação a dezembro de 2001.