O crescimento de Bauru está se dando de maneira desordenada, o que estaria causando um “inchaço†da cidade. A afirmação é do professor do Departamento de Geografia Humana e Turismo e de Urbanisno da Universidade do Sagrado Coração (USC), Sebastião Clementino da Silva, o Macalé.
De acordo com ele, os órgãos públicos estão atendendo de forma deficitária por não conseguirem acompanhar a evolução da cidade. “Não existe um planejamento, uma preocupação com o crescimento do município. Tudo acontece à deriva, o que gera uma desordem urbana na cidadeâ€, revela o professor.
Com 316 mil habitantes, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), o município ainda presta atendimento de cidade pequena em muitos casos. O Poder Público não conhece a necessidade dos seus usuários e mantém um modelo antiquado de prestação de serviço.
Macalé explica que existe uma grande necessidade de se rever o Plano Diretor e traçar novas metas de crescimento.
Para ele, a solução seria descentralizar as decisões e delegar aos moradores da cidade o poder de administrá-la. “O prefeito sozinho não pode fazer tudo. É preciso ter a participação da população e de organizações não-governamentais (ONGs)â€, salienta.
Ele sugere a criação de sub-prefeituras, aproveitando-se a estrutura que já existe das administrações regionais. “Temos meio caminho andado. As regionais precisam deixar de ter cunho meramente político e passar a interagir mais com a comunidade, de forma mais participativaâ€, diz.
Ele atribui o crescimento da cidade não só ao aumento do número de nascimentos, mas também à migração. “Bauru tem 25 mil universitários. Muitas famílias acabam se mudando para cá para acompanhar de perto o estudo dos filhos que entram nas faculdades da cidadeâ€, explica.