08 de julho de 2026
Ser

Leitores garantem: eles ajudam

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 5 min

Há muitas pessoas que se envolvem com as literaturas de auto-ajuda. Todas elas acreditam nos benefícios que os livros têm e afirmam que, em algum momento de suas vidas, já lhes foram muito úteis. Para os adeptos dos livros de auto-ajuda, a leitura é uma satisfação e um prazer muito grande, onde eles aprendem a desvendar os mistérios do interior de suas almas e se aprofundam no conhecimento de cada ser.

Marcos Vinícius de Souza, 43 anos, há 8 anos encontrou um caminho de paz nos livros de auto-ajuda. Ele explica que ficou viúvo muito cedo, quando o amor entre ele e sua esposa estava no ápice. A relação dos dois, como ele diz, era perfeita. “Jamais brigamos, nunca nem discutimos, parecíamos duas pessoas que sempre viveram juntas, em todas as encarnações. Eu era o homem mais feliz do mundo, mas algo terrível aconteceu. Ela sofreu um acidente e se foi. Meu mundo parou, nada mais tinha sentido e o homem mais feliz do mundo passou a ser o homem mais triste, mais desanimado, mais sofrido que já existiu. Nada tinha sentido. Me abandonei e queria morrer por ela”, relata.

Depois de algum tempo, Souza, que fazia terapias, tratamentos medicamentosos, aulas relaxamento e tudo o mais que a família dele insistia para que fizesse, ganhou de um primo um livro que falava de auto-estima. Ele não se elmbra bem o nome, mas era algo como “Você pode ser feliz”. Foi assim, que Souza começou a se sentir um pouco melhor, um pouco mais forte para seguir a vida. “Com o livro, eu conclui que o melhor que poderia fazer era viver bem porque só assim, ela também ficaria bem e descansaria em paz. Eu estava fazendo mal para quem eu mais amo. Tive que mudar”, conta.

Foi assim, que Souza começou a ler um livro atrás de outro e deixou todo o resto de lado, voltou a conviver com as pessoas e, hoje, ainda sem mulher e sem filhos (ele nunca mais pensou em ter outra pessoa), ele se sente confortado. “Não digo que sou feliz, porque estou sem a Laura, mas me sinto tranqüilo, em paz e isso é o suficiente para que eu possa viver bem”, afirma. Claro que o caso de Souza vai ao extremo do que se diz respeito aos livros de auto-ajuda, mas outras pessoas contam suas experiências e todas são positivas.

Para Renata Piacente que também começou a ler esse tipo de livro quando ganhou “Sem medo de vencer” de uma amiga, quando estava no meio de um “maremoto emocional”, como ela diz, os livros de auto-ajuda trazem à tona o entedimento de si mesma. “Esses livros nos fazem pensar em nossas atitudes. Comigo é assim que funciona: levo a teoria para a prática e torno assim a minha vida muito mais fácil de administrar. Você passa a encarar os seus problemas, seus medos, suas inseguranças de maneira mais positiva. Passa a escutar mais seu coração”, conta.

Ela firma que sua vida melhorou muito e, sempre que tem a oportunidade, faz questão de repartir isso com sua família, amigos e colegas de trabalho. Ela diz, ainda, que esse, é o tipo de leitura que faz bem física e mentalmente e que, com certeza, melhora todas as perspectivas.

Mas uma “expert” no assunto é psicopedagoga Marisa Bersani Gorla. Ela tem mais de 30 livros de auto-ajuda e simplesmente adora ler. Sabe muito e fala sobre o assunto com grande desprendimento e conhecimento. Ela dedicou 28 anos de sua vida a trabalhos que realizou na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Ela conta que tinha como ideal de vida ser otimista, corajosa, perseverante e, muitas vezes ousada. Tudo isso para alcançar seu ideal de trabalho que era desenvolver ao máximo o potencial de seus alunos e fazer felizes as pessoas. “Eu trabalhava feliz. Sempre fui otimista. Energia gera energia. Eu mais recebia que doava. O trabalho era sim muito árduo, mas o resultado era altamente compensador”, diz.

Sobre o caso dos livros de auto-ajuda substituírem uma terapia com um profissional, Marisa afirma que o homem, a medida em que vai se conhecendo, vai selecionando as terapias que preenchem as lacunas de sua alma nas determinadas fases de sua vida. Ela explica que, às vezes, pintar uma tela, tecer um tapete, jogar uma bola, fazer uma viagem, é o suficiente para recarregar a bateria e ficar bem. Em outras, somente o auxílio do terapeuta especializado conseguirá fazer com que “o rio retome o seu curso, mostrando que é possível sim, levar uma vida estável, segura e produtiva em meio a um mundo de adversidades e tribulações. O livro que Marisa mais gostou de ler foi “Um Curso em Milagres”, da Fundação para a Paz Interior, traduzido para o português.

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Você lê livros de auto-ajuda?

“Eu leio porque me sinto insegura e esses livros me ajudam. Gosto muito dos livros do Roberto Shinyashiki. Eu aconselharia a qualquer pessoa para que leia.” (Cínthia Nakano, 29 anos, professora de inglês)

“Eu acho que são importantes. Nào faço muito o uso, mas numa outra época, já usei muito. É uma válvula de escape. Sou a favor do uso.” (Adriana Davi Pascon, 31 anos, fonoaudióloga e empresária)

“Eu acho que esses livros são muito bons. Gosto dos livros do professor Marins. Utilizo na área profissional. Aprendo muito e recomendo a todos que tenham interesse.” (Márcio Moreira Martins, 29 anos, policial militar)

“Eu gosto e já li vários do ramo empresarial. Acho que deveriam existir livros assim de educação infantil. Indicaria esse tipo de leitura para outras pessoas.” (Marcela Razuk Bolchi, 33 anos, empresária)