O secretário de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, Nélson Guimarães Proença, achou estranha a decisão da Prefeitura de Bauru em recusar 300 vagas para o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. O Estado ofereceu 400 vagas do programa ao Município, que só aceitou encaminhar 100.
“A prefeitura nos disse que não há trabalho infantil no Município. Cabe à população verificar se realmente são somente 100 as crianças que fazem trabalho infantil ou se o número é maior. Nós temos de acreditar no que a prefeitura nos disseâ€, afirma.
Proença, porém, diz que é preciso verificar se não há crianças e adolescentes pedindo esmolas nos cruzamentos das avenidas. “Se forem encontradas por não estarem no Programa de Erradicação de Trabalho Infantil, vai ficar um pouco estranho que essas 300 vagas tenham sido devolvidas e não tenham sido utilizadasâ€, opina.
O secretário explica que o governo do Estado faz seu trabalho de assistência social em parceria com as prefeituras.
“E as prefeituras procuram encontrar entidades assistencias que executem esse trabalho. No caso de Bauru destinamos dois programas do SOS Bombeiros, destinado a crianças e adolescentesâ€, informa.
Segundo ele, a prefeitura também só aceitou um. “O outro, ela entendeu que teria dificuldades em executar e nos devolveu. E aí tivemos uma entidade que se propôs a realizar esse trabalho e entregamos o programaâ€, conta.
Investimentos
O titular da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social informa que sua pasta vai investir R$ 141 milhões no setor até o final do ano.
“Isso dá uma média de R$ 12,5 milhões por mês. Nos primeiros sete meses já chegamos na casa dos R$ 90 milhõesâ€, diz.
Nos 41 municípios subordinados à região de Bauru, a secretaria já destinou cerca de R$ 8 milhões. “Sendo que nos sete primeiros meses já temos R$ 5,3 milhões investidos.â€
Ontem, Proença se reuniu com prefeitos, vereadores e gestores de entidades assistenciais para avaliar a situação e anotar reivindicações.
“Estamos avaliando os resultados obtidos. Muitas pessoas acham que apenas cabe à secretaria distribuir os recursos e nada mais. Não é verdade. A secretaria faz o programa com objetivos bem definidos, buscando melhorar indicadores sociais que estão bem caracterizadosâ€, explica.