08 de julho de 2026
Regional

Programa distribui pão a lavradores em Piratininga

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Piratininga - Pão para quem tem fome. Esse foi o lema adotado pela Prefeitura de Piratininga ao iniciar o Programa Amanhecer. Destinado a trabalhadores rurais da cidade, o programa entrou em funcionamento na última terça-feira e tem como uma de suas funções básicas oferecer alimento aos trabalhadores antes deles tomarem o caminho da roça.

Com auxílio da padaria municipal, inaugurada em maio último, a prefeitura começou a distribuir pães aos 120 trabalhadores rurais da cidade. Antes de iniciarem mais um dia de trabalho, eles recebem dois pães com manteiga cada um.

“O objetivo é não permitir que esses trabalhadores iniciem o serviço de estômago vazio. Afinal de contas, são eles que produzem o alimento que chega as nossas mesas todos os dias”, declarou o prefeito Odail Falqueiro (PFL).

A idéia do programa, segundo ele, partiu da primeira-dama do município Ana Maria Falqueiro. Além da entrega dos pães, a primeira-dama seria responsável ainda pela idealização de outro projeto: a conscientização das mulheres para a importância do exame preventivo contra o câncer, mais conhecido como Papanicolau. Ele também fazem parte do Programa Amanhecer .

A entrega dos pães é feita todos os dias, menos aos domingos, por volta das 5h30. Antes de seguirem para o trabalho na lavoura de Piratininga e região, os ônibus que transportam os trabalhadores fazem uma rápida parada na garagem municipal, onde os pães são deixados pelos funcionários da padaria, na noite anterior.

Os 240 pães levam cerca de 2 horas e meia para ficarem prontos. E segundo as contas de Odail, a despesa mensal da prefeitura com o programa é de aproximadamente R$ 700,00.

Além de ajudar na alimentação dos trabalhadores, a entrega dos pães, segundo ele, chegou em um momento propício. “Até há pouco tempo, com R$ 1,00 era possível comprar dez pães. Hoje, com a mesma quantia, só dá para comprar quatro”, contabilizou o prefeito, fazendo referência à alta do pão, verificada nos últimos dias.

Sem ter o que comer

Antes de começar a distribuir o pão, Odail disse que fez uma pesquisa entre os trabalhadores e descobriu duas realidades diferentes. Enquanto uma parte aprovou a idéia da distribuição alegando falta de tempo para se alimentar em casa, uma outra ficou ainda mais satisfeita.

Dentre os trabalhadores, contou o prefeito, existem aqueles que não se alimentam antes de sair de casa porque não tem o que comer.

“Eu estava explicando a eles que a prefeitura está distribuindo os pães porque muitos deles não têm tempo de preparar o café, quando alguns trabalhadores disseram que o motivo não era esse, mas a falta do que comer”, relatou Odail.

A padaria municipal foi construída graças a um convênio assinado entre o município e o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp). Inaugurada em 29 de maio último, a obra custou cerca de R$ 10 mil, sendo que 20% desse valor saiu dos cofres municipais.

Além de produzir pão, a padaria está sendo preparada para formar mão-de-obra para as áreas de panificação e confeitaria. Moradores da cidade que queiram aprender a fazer pão e doces caseiros devem ganhar em breve esse novo espaço para aprendizagem.

As aulas serão ministradas por monitores da própria cidade que passaram por treinamento em Bauru. Será mais uma alternativa de geração de renda à disposição da população carente. O convênio com o governo do Estado é aberto a todas as cidades paulistas.