A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) acusa a administração de dificultar a realização das reuniões mensais entre as partes.
Segundo a diretora sindical Sônia Carvalho, prefeitura e sindicato não se reúnem há mais de dois meses para tratar de assuntos relativos à categoria.
A sindicalista afirma que a administração age de forma equivocada ao não aceitar se reunir com a direção da entidade.
A diretora do Sinserm lembra que a prefeitura se comprometeu em ata, no encerramento da greve do ano passado, a realizar encontros de trabalho mensais com os sindicalistas.
“E de dois meses para cá isso não está ocorrendo mais. Alguns itens da campanha salarial ficaram sem ser discutidos. Envolvem os trabalhadores do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e das Secretarias de Educação e de Saúdeâ€, relata.
Sônia acusa a administração de “fechar o diálogo†de maneira “intransigenteâ€. “Os ofícios que estamos encaminhando às secretarias também não estão sendo respondidosâ€, reforça.
A sindicalista conta que a prefeitura ficou de acertar a situação dos servidores públicos que residem fora de Bauru e que são obrigados a gastar os vales-compra nos supermercados da cidade, únicos autorizados a aceitá-los.
“Desde que encaminhamos essa solicitação, a situação permanece a mesma. Será que estamos enfrentando retaliações?â€, questiona.
À espera
O secretário municipal de Administração, Luiz Freitas, explica que as reuniões com o sindicato só serão retomadas quando houver respostas concretas para serem encaminhadas.
“Não temos como atender a alguns itens da negociação. Quando tivermos, o sindicato será chamado para a discussãoâ€, diz.
Freitas garante que o canal de negociação não foi fechado como afirma a direção do Sinserm. Ele conta que os servidores têm procurado a administração para resolver pendências específicas e até mesmo coletivas.