Nem televisão e nem rádio. Embora reconheçam a importância de ocupar esse espaço na mídia, os candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembléia Legislativa investem pesado no contato corpo-a-corpo com o eleitorado.
“A influência do rádio e da TV para nós, candidatos a deputados, é mínima. O espaço será melhor aproveitado pelos candidatos ao Poder Executivoâ€, opina o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), candidato à reeleição.
O vereador José Clemente Rezende (PSB), que disputa vaga à Câmara dos Deputados, tem avaliação semelhante. Há poucos dias, ele gravou sua participação no programa que será veiculado na TV.
É um recado de cinco segundos e um outro de 15. Caberá à coordenação do partido decidir qual vai para o ar. “A propaganda no rádio e na TV ajuda a divulgar, a dizer que sou candidato. Mas na minha opinião o que irá influenciar mesmo serão as propostas, a conduta de cada um, o histórico políticoâ€, analisa.
O contato direto com o eleitorado, na opinião de alguns, é mais importante e tem peso político-eleitoral. “O corpo-a-corpo é mais importante, mas temos que lembrar que a TV faz e desfazâ€, diz Estela Almagro (PT), candidata à Assembléia Legislativa.
Já Natan Chaves (PL), que disputa vaga à Câmara dos Deputados, avalia que o processo de divulgação como um todo colabora na fixação da imagem do candidato junto ao eleitorado.
“O rádio e a TV, acompanhado ao restante do trabalho que estamos fazendo, tem sua validadeâ€, opina.
Nos partidos que vão ter menos de um minuto de tempo, a ordem é partir para a propaganda institucional, ou seja, divulgar as propostas como um todo, sem a aparição de candidatos.
É o caso do PV. Segundo o candidato a vice-governador da legenda, Cláudio Turtelli, o ideal é que o partido tivesse pelo menos cinco minutos para divulgar seus projetos. “Infelizmente, há partidos que têm tempo à vontade e não têm conteúdoâ€, critica.