08 de julho de 2026
Geral

Ajax vai acatar medidas da DIR-10

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Os representantes da Fábrica de Baterias Ajax estão aguardando o parecer oficial da Direção Regional de Saúde (DIR-10) referente ao inquérito que está avaliando a suposta contaminação por chumbo nas proximidades do setor metalúrgico da empresa.

Apesar de acreditar na possibilidade de que a liberação de chumbo constatada pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) tenha sido provocada por uma fábrica clandestina, a empresa mostra-se disposta a seguir as recomendações feitas pelos órgãos de Saúde. “Vamos acatar as decisões das autoridades da Saúde”, disse o gerente geral da fábrica, Paulo Neto.

O gerente da área técnica da Ajax, Henrique Witzler, afirma que um dos dois pontos em que a concentração de chumbo foi considerada acima dos limites aceitáveis refere-se a um desmanche clandestino.

As concentrações de chumbo no segundo ponto foram atribuídas pela empresa à descarga de resíduos pela fábrica clandestina em questão.

“Dos 16 pontos analisados pela Cetesb, somente dois pontos sinalizaram para índices acima do permitido. O ponto 1 refere-se a um desmanche clandestino na rua Naoki Shinohara”, observa Witzler.

Neto enfatiza que foi solicitado ao Ministério Público do Meio Ambiente uma investigação detalhada das ocorrências no local. â€œÉ bem diferente do que vem se dizendo por aí - que é a maior contaminação de chumbo do Brasil. A empresa entende que são pontuais as variações do índice de chumbo e, nesses pontos, existem indícios apontados pela própria Cetesb e pela própria Vigilância Sanitária de outros pontos contaminadores”, ressalta.

A Ajax estaria aguardando a desinterdição do setor metalúrgico da fábrica pela Cetesb, com o objetivo de voltar a trabalhar dentro das normas estabelecidas pelos órgãos de saúde.

Alerta

A empresa também manifestou-se quanto aos locais em que a concentração de chumbo na análise de solo superficial foi considerada de alerta, ou seja, entre 100 e 350 miligramas de chumbo por quilo de solo.

“Isso indica uma presença mas, se parar a contaminação, isso não progride. A tendência é reduzir esse índice”, argumenta Natanael Pedroso, gerente de planejamento da Ajax.

“O setor metalúrgico está parado desde janeiro. Quando ele voltar a funcionar, ele vai voltar dentro das mais modernas normas que a Cetesb está exigindo a nós” complementa Neto.

Ele lembrou que as crianças cuja concentração de índice no sangue resultou alta não apresentaram sintomas de doenças. “Se tivermos que fazer alguma coisa, a Ajax vai fazer e já está fazendo”, destaca Silvana Faria, gerente administrativa da fábrica.

A DIR-10 deverá divulgar as medidas oficiais a serem tomadas em relação ao caso ainda esta semana.