Um bolsão de entulho localizado entre as ruas Alves Seabra e Padre Nóbrega, na Vila Seabra, há alguns anos é motivo de descontentamento para os moradores vizinhos. O despejo indiscriminado de materiais de construção, terra e lixo causam proliferação de insetos, pó nas casas e até inundação de residências, já que o material entupiu parte da rede de galeria para águas pluviais.
A moradora mais diretamente atingida pelo problema é Yolanda dos Santos. O muro de sua casa faz divisa com o terreno em que é despejado o entulho. Ela afirma que está lutando para modificar a situação há cerca de cinco anos. “Essa área era para ser uma praça. Isso aí vem desde a gestão do Tidei de Limaâ€, diz.
Yolanda conta que os responsáveis pelo material depositado são caminhões de entulho, carroceiros e empresas. Além de restos de materiais de construção, há lixo e até animais mortos. â€œÉ tudo o que você imaginar. O negócio aqui é absurdoâ€, enfatiza.
Os descarregamentos muitas vezes começam às 5h e são mais freqüentes aos sábados, domingos e feriados, quando não há fiscalização por parte da Prefeitura de Bauru.
“Quando eles começam a jogar coisas o ar fica cheio de poeira. As pessoas não agüentam ficar limpando as casas. Uma vizinha já mudou de casa por causa dissoâ€, expõe Yolanda, que gostaria de fazer guias no trecho de sua casa que fica voltado para a rua Padre Nóbrega.
Ela acrescenta, ainda, que nos dias de chuva, sua casa fica inundada. O lixo obstruiu a boca-de-lobo e parte da rede de galeria para águas pluviais da quadra 21 da rua Padre Nóbrega.
Maria Caetano, outra moradora da rua Alves Seabra, acredita que a transformação do terreno em praça pública poderia solucionar o problema. A Regional Administrativa Bela Vista havia prometido aos moradores que os trabalhos de limpeza do terreno para implantação da praça teriam início na última segunda-feira.
De acordo com o diretor da regional, Antônio José Schiavo, houve problemas com maquinário, mas o serviço será iniciado esta semana. “O problema é que a gente limpa e o pessoal vai lá e joga sujeira em horário fora do expedienteâ€, justifica.
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Semma: "População deve colaborar"
Para o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Luiz Pires, a solução para os bolsões de entulho espalhados pela cidade só será alcançada com apoio da população.
Em novembro do ano passado, a Semma definiu uma erosão do Pousada da Esperança I para receber todo o entulho produzido na cidade, com o objetivo de eliminar os bolsões irregulares.
De acordo com Pires, o primeiro ponto receptor já foi fechado com entulho e uma segunda erosão do Pousada da Esperança II está recebendo os materiais das empresas coletoras de entulho.
As empresas que não seguirem a determinação e depositarem entulho em bolsões espalhados pela cidade devem ser multadas. Para isso, segundo Pires, o trabalho da população é essencial.
“Contamos com denúncias da população para que a empresa seja multada. É só anotar a cor do carro e a chapa. É impossível ter ficais da Prefeitura espalhados pela cidade o tempo todo. A solução é a colaboração da populaçãoâ€, salienta.
A multa para as empresas que desrespeitarem a determinação é de R$ 1.000,00. Elas também são notificadas a retirar o material depositado em local inadequado.