09 de julho de 2026
Bairros

Bolsão de entulho incomoda V. Seabra

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Um bolsão de entulho localizado entre as ruas Alves Seabra e Padre Nóbrega, na Vila Seabra, há alguns anos é motivo de descontentamento para os moradores vizinhos. O despejo indiscriminado de materiais de construção, terra e lixo causam proliferação de insetos, pó nas casas e até inundação de residências, já que o material entupiu parte da rede de galeria para águas pluviais.

A moradora mais diretamente atingida pelo problema é Yolanda dos Santos. O muro de sua casa faz divisa com o terreno em que é despejado o entulho. Ela afirma que está lutando para modificar a situação há cerca de cinco anos. “Essa área era para ser uma praça. Isso aí vem desde a gestão do Tidei de Lima”, diz.

Yolanda conta que os responsáveis pelo material depositado são caminhões de entulho, carroceiros e empresas. Além de restos de materiais de construção, há lixo e até animais mortos. â€œÉ tudo o que você imaginar. O negócio aqui é absurdo”, enfatiza.

Os descarregamentos muitas vezes começam às 5h e são mais freqüentes aos sábados, domingos e feriados, quando não há fiscalização por parte da Prefeitura de Bauru.

“Quando eles começam a jogar coisas o ar fica cheio de poeira. As pessoas não agüentam ficar limpando as casas. Uma vizinha já mudou de casa por causa disso”, expõe Yolanda, que gostaria de fazer guias no trecho de sua casa que fica voltado para a rua Padre Nóbrega.

Ela acrescenta, ainda, que nos dias de chuva, sua casa fica inundada. O lixo obstruiu a boca-de-lobo e parte da rede de galeria para águas pluviais da quadra 21 da rua Padre Nóbrega.

Maria Caetano, outra moradora da rua Alves Seabra, acredita que a transformação do terreno em praça pública poderia solucionar o problema. A Regional Administrativa Bela Vista havia prometido aos moradores que os trabalhos de limpeza do terreno para implantação da praça teriam início na última segunda-feira.

De acordo com o diretor da regional, Antônio José Schiavo, houve problemas com maquinário, mas o serviço será iniciado esta semana. “O problema é que a gente limpa e o pessoal vai lá e joga sujeira em horário fora do expediente”, justifica.

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Semma: "População deve colaborar"

Para o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Luiz Pires, a solução para os bolsões de entulho espalhados pela cidade só será alcançada com apoio da população.

Em novembro do ano passado, a Semma definiu uma erosão do Pousada da Esperança I para receber todo o entulho produzido na cidade, com o objetivo de eliminar os bolsões irregulares.

De acordo com Pires, o primeiro ponto receptor já foi fechado com entulho e uma segunda erosão do Pousada da Esperança II está recebendo os materiais das empresas coletoras de entulho.

As empresas que não seguirem a determinação e depositarem entulho em bolsões espalhados pela cidade devem ser multadas. Para isso, segundo Pires, o trabalho da população é essencial.

“Contamos com denúncias da população para que a empresa seja multada. É só anotar a cor do carro e a chapa. É impossível ter ficais da Prefeitura espalhados pela cidade o tempo todo. A solução é a colaboração da população”, salienta.

A multa para as empresas que desrespeitarem a determinação é de R$ 1.000,00. Elas também são notificadas a retirar o material depositado em local inadequado.