10 de julho de 2026
Articulistas

Asas não nos faltam...


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Possuindo um astronauta já inserido na equipe de treinamento da Nasa, por sinal bauruense da gema, Marcos Pontes, major da nossa gloriosa Aeronáutica, entende o Brasil que não pode ficar à margem do Projeto Espacial Internacional, em adiantados estudos, nos Estados Unidos, com lançamento oficial programado para 2006, que não vai demorar muito a ponto de cansar as expectativas. Conseqüentemente, ele se esforça bastante, através da Agência Espacial Brasileira, a fim de corresponder a convite que recebeu para participar na qualidade de único País considerado em franco desenvolvimento, condição “sine quanon” estabelecida pela Nasa para tal fim, além da obrigação de fornecer, dentro de curto prazo, exatamente seis conjuntos de equipamentos específicos para a consecução do programa. Está, por isso, o nosso governo, diligenciando no sentido de atender imediatamente às exigências do órgão, eis que não pode deixar de ver com bons olhos sua participação no desenvolvimento técnico do grande projeto porque, entre outras vantagens à sua disposição, ganharia ele competência na área e o direito de participar de experiências científicas a bordo da estação espacial significativamente projetada. Segundo o ministro de Ciências e Tecnologia não é somente o Brasil que tem dificuldades para produzir os equipos em função de carência de recursos financeiros. Também as têm as administrações da Rússia, Canadá, Japão, União Européia e até os próprios Estados Unidos, todos tidos como amplamente evoluídos econômica e tecnicamente, o que constitui “handicap” para as condições do Brasil, que tenta agora aproveitar a brecha existente entre tais nações para superar seus entraves, cogitando, inclusive, de envolver empresas brasileiras no cadastro de fornecedores do quanto carece a Nasa. Estudiosos do problema vislumbram saídas para a problemática e contam como absolutamente certo que não deverá o Brasil deixar de figurar no esquema, que, certamente, dignificará bastante o avançado elenco de modernidades que já possuímos, graças às quais estamos nos impondo como nação evoluída, exatamente como as desenvolvidas nos estão reconhecendo para orgulho de todos os brasileiros. Na verdade, estamos mesmo na senda do progresso unilateral e possuimos, então, asas amplas para subir, como fazem os outros, às elevadas estratosferas universais. Chegaremos lá, não se tenham dúvidas, bastando que os especialistas do Planalto não se dêem por vencidos pelas turbulências nascentes. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

Correção - Na digitação da “nossa opinião” de terça-feira passada ocorreu um salto. Então, onde se lê apenas “cerca de sete anos depois”, complete-se a frase acrescentando “o ministro José Clemente Pereira assinava regulamento estruturando os Correios”.