09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Corvina ou pescada?


| Tempo de leitura: 2 min

"Olá galera do JC. A turma do Café está na área de novo. Ah! o site cafecomandioca .com.br para variar continua em construção e não é por culpa ou dedicação das nossas webmaters Paula e Paty, é que todas as vezes que nos reunimos para o arremate final, nunca chegamos a conclusão por causa das trucadas que atravessam as madrugadas. No dia seguinte ninguém lembra de mais nada. Nem preciso comentar que a trucada é um pretexto para acabar com o estoque de fermentados e destilados.

Mas vamos falar de pescaria. A nossa turma, que já era composta por Café, Lico, os dois João, Gordo (Valdemir Arruda, também conhecido como Valdemir Francisco) e eu, ganhou mais um ilustre componente, trata-se do Evany, um maranhense “cabra macho”, gente da melhor espécie. De pesca conhece pouco, mas de farra na beira do rio, sabe tudo. O cara também é um especialista na culinária nordestina. Fez uma caldeirada daquelas só esquecida depois de uma semana ...

Depois de fazermos nossa caminhada rumo ao “Corgo do Meio”, uns 40 quilômetros de viagem que levamos mais de duas horas por conta das paradas nos costumeiros bares. Cabe aqui uma observação, todos estavam cheios, clientes até na calçada e ainda dizem que o País está em crise.

Como sempre, os primeiros peixes embarcados são meus, motivo pelo qual o nosso debutante comenta: “pô, o Fernando não perde uma fisgada?” O Café imediatamente completa: “você não viu nada. Ele é considerado o melhor da turma e seguramente o maior pescador destas águas”. “Qual será o segredo?”, pergunta. “Talvez porque ele não beba e está sempre com o reflexo apuradíssimo”, responde o resto da turma. E vamos pescando. Quando passados uns 40 minutos, o Evany consegue pegar sua primeira corvina e para o nosso espanto, diz: “peguei uma pescada!” Numa voz uníssona a turma diz: “corvina!” “Não, é pescada”, diz o nosso amigo que continua insistindo, gerando polêmica. Corvina ou pescada...?

Como o Brasil é um País territorialmente extenso, cada região tem seus costumes e dialetos, quisemos acreditar que no Maranhão a corvina poderia ser conhecida como pescada. Mas não, o homem garante que é pescada e que lá também tem corvina, mas é outro tipo de peixe.

Resolvemos continuar pescando para discutirmos depois que atenuasse o efeito “querosene” – cerveja, conhaque e cachaça.

Houve até aposta, mas ninguém ganhou por força da língua portuguesa, vasta em dupla interpretação. Depois de analisarmos, chegamos a conclusão que o peixe fisgado é corvina, mas depois de embarcado é pescada, ou seja, a corvina que foi pescada.

Para não desagradarmos o calouro da turma e deixarmos uma imagem de teimoso já na primeira pescaria, resolvemos: É uma corvina pescada e ponto final.

Um grande abraço a todos e em especial as nossas esposas e filhos que ainda acreditam em nossas fantásticas pescarias.

Em tempo: os peixes, continuamos distribuindo às entidades de assistência social." (Fernando Toyoji Tatemoto não é contador de histórias, apenas pescador e dos bons)