07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Da Redação
| Tempo de leitura: 1 min

A notícia é da agência Folha. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) não teme o risco de uma intervenção oficial, caso a Petrobras resolva repassar a valorização cambial para o preço da gasolina.

O temor era de que o segmento de combustíveis automotivos passasse pela mesma situação das distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP).

O Sindicom considera que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto criado para equalizar a tributação de combustíveis produzidos no País e importados, sirva como um “colchão”. Ou seja, poderá minimizar eventuais altas mais acentuadas dos preços dos combustíveis, evitando medidas drásticas do governo.

“O governo federal poderá utilizar a Cide para reduzir a volatilidade”, diz o vice-presidente do Sindicom, Paulo Borgerth. De acordo com os números do sindicato das distribuidoras, tomando-se como base um preço de R$ 1,70 cobrado por litro de gasolina, R$ 0,30 é pago em Cide ao longo da cadeia da comercialização dos combustíveis. “O governo poderá reduzir a cobrança da Cide temporariamente, até que a valorização do dólar perca o ímpeto”, acrescentou.

A decisão do governo federal de criar mecanismos de controle de preços para o GLP foi tratada por alguns especialistas como um precedente perigoso no regime de mercado aberto, instituído no setor de petróleo desde o início deste ano.

Seguindo uma estratégia comercial desenhada para a atuação no mercado livre, a Petrobras vem atrelando os preços dos combustíveis cobrados em suas refinarias às cotações internacionais do produto.

O diretor Financeiro e de Relações com o Mercado da Petrobras, João Nogueira Batista, disse, em apresentação dos resultados da companhia no segundo trimestre, realizada na Bovespa, que a empresa espera uma estabilização no câmbio para fazer o repasse aos preços dos combustíveis.