09 de julho de 2026
Regional

Vereador cobra diálogo entre prefeitura e ambulantes

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Arealva - O vereador Elizeu Gonçalves Lopes (PPB) e o vendedor ambulante Osni de Oliveira procuraram o Jornal da Cidade ontem para manifestar indignação diante da reforma que está sendo promovida na “prainha” de Arealva. O vereador diz que não é contra as mudanças, e sim, contra a maneira que a Prefeitura Municipal está realizando o processo. “Está faltando diálogo entre as partes”, destaca.

De acordo com ele, o prefeito Elso Banuth (PSDB) está criando um problema social ao fechar as barracas de lanches e bebidas instaladas em um dos principais pontos turísticos da região. “Trinta e quatro pessoas vão ficar sem trabalho na cidade. A prefeitura deveria dar uma indenização a elas”, reivindica o vereador.

Osni de Oliveira conta que possuía uma barraca na praia há 12 anos e não sabe o que fazer agora para sobreviver. â€œÉ difícil conseguir um meio para sustentar a minha família sem a barraca”, salienta.

De acordo com o vendedor ambulante, no último dia 9 a prefeitura interditou com terra a entrada da praia, não permitindo que os vendedores abastecessem suas barracas com mercadorias.

Oliveira destaca que os proprietários das barracas que foram desalojados pretendem entrar com um mandado de segurança na Justiça contra a decisão de Banuth. “Nós confiamos em uma decisão judicial para resolver o problema”, salienta.

O projeto apresentado pelo prefeito prevê a construção de um guichê na entrada da prainha para controlar o fluxo de veículos e a demolição das 17 barracas existentes no local. No lugar delas haverá apenas quatro pontos de comercialização de produtos alimentícios. O prefeito ainda não definiu quem administrará esses pontos.

Em matéria divulgada pelo JC no último dia 4, Banuth disse que, embora a prainha seja um lugar público, as barracas eram exploradas por particulares, sem o recolhimento de impostos. Ele alegou que os comerciantes entraram no local sem concorrência pública e negociavam livremente a venda ou o aluguel das barracas.

O prefeito deu um prazo até o dia 31 de julho para que os ambulantes saíssem do local. Como o período venceu e os vendedores não retiraram suas barracas do local, a prefeitura ordenou o corte de energia elétrica e água do local, além de fechar com terra a entrada da prainha, segundo afirmou Oliveira.