A diminuição do número de leitos é o grande problema que as autoridades de saúde enfrentarão durante os 150 dias de reforma do Pronto-Socorro Municipal (PSM). As obras devem ser iniciadas na próxima segunda-feira, dia 26.
O anúncio foi feito na tarde de ontem pela secretária municipal de Saúde, Sônia Fiocchi, numa reunião no auditório da prefeitura.
Acompanhada pelo médico Felinto dos Santos Neto, diretor do departamento de Urgência e Emergência do PSM, e do engenheiro Luciano Martinez Sciuli, da Secretaria de Obras, e de Afonso Viviani Jr, diretor da Divisão Regional de Saúde (DIR-10), a secretária revelou que a reforma será feita em duas etapas com isolamento de áreas físicas. Durante a primeira parte da reforma, a redução de área física será de 70% e o Pronto-Atendimento Infantil será utilizado para os adultos. As crianças serão atendidas em uma parte deste local. Neste processo, a redução de leitos será drástica: quatro leitos das enfermarias e oito leitos de observação que permaneciam nos corredores. Os bancos de espera, que muitas vezes “quebravam galhosâ€, também serão retirados.
Sônia enfatizou que, durante a reforma, serão priorizados os atendimentos de urgência e emergência. “A população deve procurar os pronto-socorros dos bairros Bela Vista, Mary Dota e Ipiranga, e os núcleos de saúde para tratamentos crônicos e consultas ambulatoriais de rotina, que muitas vezes acabam gerando filas e demora no atendimento. É um apelo que estamos fazendo.â€
O médico Felinto ressaltou que os transtornos serão necessários ao ganho de qualidade do PSM, que foi fundado em 1986 e até hoje nunca passou por uma grande reforma. “Nós vamos adequá-lo em condições máximas de higiene, segurança. Teremos gerador, acesso para deficientes, idosos, crianças e uma série de adaptações nas instalações seja nas condições de temperatura e iluminação.â€
Mesmo com todos os avanços, a preocupação está com a demanda que não conseguirá ser diminuída durante os cinco meses de reforma, pois a maior parte da obra levará 80% do tempo e 90% da verba de R$ 467.225, 28 em que está orçada a obra, que ampliará em 40% a área de 800m2 do hospital.
“Será complicado lidar com isso, mas vamos trabalhar com a central reguladora de vagas na região e na medida do possível iremos encaminhar pacientes para Piratininga, Agudos, Lins, Jaú e Lençóis Paulista, pois as vagas na Associação Hospitalar de Bauru (AHB) não serão suficiente para suprir os leitos do PSMâ€, afirma o diretor da DIR-10.
No próximo dia 23, será descerrada a placa da obra, que terá início no dia 26. A entrada do PSM será mudada e o esquema de segurança será reforçado para evitar tumultos.
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Os números
Em 2001, dentre os casos de urgência e emergência, graves e de alta complexidade atendidos no PSM Central foram realizados, de acordo com a SMS:
• 214.896 atendimentos,
• 137.391 adultos, o que corresponde a 64% dos pacientes atendidos.
• 597 pacientes fazem a média diária de atendimentos, sendo 382 adultos e 215 crianças.
• 525 adultos e 290 crianças chegam a ser atendidos em dias de grande movimento.
• 2,8 dias é o tempo médio de permanência nos leitos credenciados.