08 de julho de 2026
Geral

Munícipe reclama horário em ginásio


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O morador do Jardim América Eduardo Pedroso diz que pagou para utilizar o ginásio municipal Raduan Trabulsi Filho, que fica na Vila Santa Luzia, mas que não pôde entrar no local no horário que havia agendado, já que houve mudança de horário, segundo argumenta a Semel.

Pedroso conta que há anos ele aluga o ginásio para jogar bola com seus amigos uma vez por semana. Aos dias 20 de cada mês, ele comparece à Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) para assinar um termo de responsabilidade pelo ginásio e para fazer suas reservas para o mês seguinte. Em seguida, ele paga no banco uma taxa de R$ 15,00 por cada hora e meia que pretende utilizar.

Na semana passada, ao entregar o comprovante de pagamento ao zelador do ginásio, Pedroso recebeu a informação de que o espaço havia sido cedido a terceiros no horário em que ele havia reservado. “O meu já estava locado, reservado e pago. Eu estou indignado. São 20 pessoas que jogam comigo”, expõe Pedroso.

Na Semel, quando procurou explicações, o munícipe afirma ter sido mal atendido. “Eles disseram que eu seria proibido de usar a quadra e que tinham mais coisas para fazer além de ficar conversando comigo. Ali é difícil ter diálogo”, diz.

Semel responde

O titular da Semel, José Roberto Franco, o Sapé, disse que houve um reagendamento do horário de Pedroso, para um período um pouco depois, no mesmo dia, em razão de uma necessidade de última hora. Mas tudo indica que não houve um acordo.

“O grande problema de Bauru é ter apenas três ginásios poliesportivos cobertos. Quando nós assumimos, só jogava o pessoal das grandes empresas. Nós passamos a fazer agendamento para dividir de maneira mais justa”, conta.

Franco afirma que ninguém tirou de Pedroso o direito de usar a quadra. “Ele pode ter seu horário para jogar. Agora, se o problema é dinheiro, eu devolvo do meu bolso”, diz. “Ele está cheio de direito e sem obrigação nenhuma. Ele que procure os direitos dele de outra maneira”, acrescenta o titular da Semel, irritado com a situação.

Franco destaca que é preciso compreensão por parte das pessoas para certas situações imprevistas, uma vez que a demanda é grande e os espaços requisitados são limitados.