10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Preço do gás chega a R$ 23 em Bauru

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

O preço do botijão do gás de cozinha, finalmente, já pode ser encontrado por R$ 23,00 em revendas de Bauru. Esse valor foi citado pelo Ministério de Minas e Energia como preço ideal para o produto há cerca de 15 dias, e havia a possibilidade do botijão ser tabelado nesse patamar.

Desde então, a “cadeia produtiva” do botijão de 13 quilos - Petrobras, engarrafadoras e revendedoras - teve de diminuir seus preços, conforme orientação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Na última determinação, em vigor desde segunda-feira, dia 19, a Petrobras deveria reduzir em 12,4% o preço do produto nas refinarias. Em Bauru, desde o início da semana o preço mínimo encontrado caiu 8%.

De sete revendedoras consultadas ontem, três estão vendendo o botijão a R$ 23,00. Nas demais, há estabelecimentos trabalhando com preços de até R$ 25,50.

Todas as revendedoras, no entanto, atuam praticamente com a mesma margem bruta de lucro R$ 5,00. A diferença para menos se deve ao repasse feito por cada distribuidora.

“A companhia contribui e a gente repassa. O movimento melhorou muito”, revela o comerciante Valdomiro Pereira, que desde ontem vende o botijão de 13 quilos a R$ 23,00, na Vila Nova Esperança. Pereira conta que sua distribuidora - Companhia Nacional Gás Butano - diminuiu o preço de venda para ele em R$ 0,90 centavos, chegando a R$ 18,50.

Na opinião de outro revendedor de gás instalado no Altos da Cidade, que preferiu não ter seu nome publicado, mesmo com o desconto da distribuidora, o lucro do comerciante continua pequeno. Desde terça-feira, ele revende o botijão a R$ 23,00. “Não tem condições de trabalhar com uma margem dessa”, declara.

Movimento

Para quem não recebeu desconto mais “generoso” das distribuidoras, a margem continua pequena e o preço - um pouco mais alto que em outros locais - fez com que o movimento despencasse. “A venda está fraca. Ninguém está comprando e a gente (revendedores) também não está conseguindo vender”, afirma o comerciante José Carlos Marques.

Em seu estabelecimento, o gás continua a R$ 24,90, mesmo valor desde a última segunda-feira. “Esse preço está difícil de manter. Estou trabalhando com uma margem que só vai dar para cobrir os custos”, relata Marques. De acordo com o comerciante, o efeito mais imediato é a queda nas vendas. “Chegou a cair 50%”, lamenta.

Na revendedora de Luís Carlos Afonso, o botijão do gás liqüefeito de petróleo (GLP) está sendo vendido ao consumidor por R$ 25,50 desde ontem. Na sexta-feira passada, dia 16, estava por R$ 28,70, caindo para R$ 26,00 na última segunda-feira. “Nós vamos chegar a um patamar de preço que é o mínimo mesmo que o mercado e as empresas comportam para trabalhar”, declara.

Segundo Afonso, a queda nas vendas foi pequena, mas as consultas de preço vêm aumentando, na expectativa de redução ainda maior. “Não tem como, de uma hora para outra, tirar R$ 5,00 do meu preço”, afirma.

De acordo com o proprietário de outra revendedora de gás da cidade, Francisco Carlos de Góes, o preço do botijão de 13 quilos em seu estabelecimento caiu pela segunda vez nessa semana, chegando a R$ 25,50. “A margem nossa continua bem apertada”, diz.

Na opinião de Góes, mesmo com a diminuição geral dos preços, o comportamento do consumidor vai continuar igual. “A pessoa usa um botijão de gás a cada 30 dias. Porque o preço baixou vai passar a usar dois?”, indaga.

Para o comerciante, há uma falsa sensação de que as vendas caíram enquanto o preço batia na casa dos R$ 30,00. “O consumidor tem um botijão em uso no fogão e a cota de reserva. Essa cota acabou ficando vazia, esperando a redução do preço”, observa Góes.