08 de julho de 2026
RH & Tendências

Brasil sediará fórum da microempresa

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Responsáveis por mais da metade dos postos de trabalho na América Latina, atualmente as microempresas são consideradas um dos principais veículos geradores de emprego e renda no mundo. No Brasil, esses pequenos empreendedores vêm ocupando cada vez mais espaço.

Mas ainda há muito potencial a ser explorado e dificuldades de toda ordem a serem enfrentadas, especialmente em relação ao acesso ao crédito.

Para discutir formas de promover o desenvolvimento desse setor em franca expansão no Brasil e nos demais países da América Latina e do Caribe, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai realizar entre os dias 9 e 11 de setembro, no Rio de Janeiro, o 5.º Fórum Interamericano da Microempresa. No Brasil, os micro e pequenos negócios representam 98,8% dos empreendimentos existentes no País.

O presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do BID, Enrique Iglesias, vão abrir o evento na segunda-feira, 9, no Centro de Convenções do Riocentro, juntamente com a governadora Benedita da Silva e do prefeito Cesar Maia.

A quinta edição do Fórum da Microempresa, que em anos anteriores foi realizado no México, na Argentina, na Espanha e na República Dominicana, também é patrocinada pelo BNDES, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Banco do Nordeste. Na ocasião, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)e o Banco do Nordeste estarão completando 50 anos de existência e serão homenageados pelo BID.

As duas instituições figuram entre os principais financiadores dos pequenos empreendimentos no Brasil. Por meio do Crediamigo, o Banco do Nordeste já realizou quase 800 mil financiamentos para microempresas. Já o BNDES, que atua também no segmento das microfinanças pelo Programa de Crédito Produtivo Popular (PCPP), contabilizou desembolsos de R$ 104 milhões em 2001.

Apesar de as microempresas serem vistas como uma das principais chaves para estimular o crescimento econômico e a redução da pobreza no continente, na avaliação do BID e do Sebrae, existem ainda muitas barreiras que dificultam a expansão do setor.

Os pequenos empreendimentos sofrem, por exemplo, com a dificuldade de acesso para serviços financeiros formais e com a escassez de treinamento adequado, entre outros problemas. Esses pequenos negócios são o meio de sobrevivência de milhões de famílias na nossa região, especialmente durante as crises econômicas, diz Enrique Iglesias. Além disso, apoiar o desenvolvimento das microempresas é importante tanto sob o aspecto econômico bem como social.

A conferência do Rio de Janeiro, organizada pela Divisão de Micro, Pequenas e Médias Empresas do BID, pretende discutir formas de como os países da América Latina e o Caribe podem criar um ambiente político, econômico e financeiro favorável para patrocinar a ampliação do microcrédito e, conseqüentemente, estimular o surgimento de mais microempresas.

Para os dias do fórum são esperados cerca de 1,5 mil participantes dos mais diversos segmentos ligados às microempresas. Desde organizações não-governamentais de microfinanças, bancos comerciais, cooperativas de crédito, grupos comunitários, firmas de consultoria, entidades de assistência social, fundos de investimentos, instituições bilaterais e multilaterais até agências governamentais.

Um dos atrativos do 5º Fórum da Microempresa será a Feira de Artesanato, um local especialmente preparado para que os microempresas mostrem seu trabalho e vendam seus produtos. A feira foi organizada pelo Sebrae e Prefeitura do Rio de Janeiro, que terão estandes com produtos fabricados por microempresas.

O fórum também vai contar com um Ponto de Encontro, uma área destinada para a discussão dos temas abordados nos painéis, troca de idéias e até para a realização de bons negócios. Serviço: www.iadb.gov.br

(Fonte: Agência Sebrae de Notícias - ASN)