No JC de segunda-feira passada, no caderno Internacional, em mais ou menos duas pequenas colunas, noticiou-se que no Afeganistão, ao serem transportados de caminhão, aproximadamente mil talibãs e membros do Al-Qaeda morreram assados ou desidratados. (O genocídio tem testemunhas oculares -informação do jornal). atribuiu-se responsabilidade ao Exército da Aliança do Norte - parceiro local dos norte-americanos.
Incrível! O número de mortos e as condições de seu extermínio. Quem irá defendê-los, a não ser Deus! As vítimas, com certeza, eram filhos, talvez pais, irmãos, amigos... Enfim, eram seres humanos e não eram marginais, lutavam por uma causa. Morreram pior do que o mais peçonhento dos animais e alguém será julgado por isso? O sr. Bush sentará no banco dos réus? Assim como sentaram os nazistas, criminosos de guerra. Claro que não!
Lembro que no World Trade Center foram vitimadas quase 3 mil pessoas e até hoje, e de forma correta, se explora a triste tragédia. Porém, os agora desgraçados mil talibãs, cozidos ao vivo, estão sendo ignorados pela grande mídia. Interessante que a notícia merecedora, “a prioriâ€, das manchetes de primeira página a nível mundial, ocupou poucas linhas dos jornais. Talvez porque matar “inimigos†dos Estados Unidos e de seus comparsas (grandes potências mundiais) seja um fato rotineiro, acontecimento do dia a dia. Sem interesse jornalístico. (Se cada parente ou amigo dos talibãs assassinados pudesse, enfiaria não dois aviões nos prédios americanos, mas todos que pudessem ser pilotados para atingir os alvos planejados - principalmente o Pentágono ou o que sobrou dele), e saber que Deus é pai e somos todos irmãos! (José Pedro Macea)