08 de julho de 2026
Geral

Enem bate recorde de participantes

Por Gustavo Cândido | com Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

O clima entre os estudantes que ontem à tarde prestaram o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em Bauru era calmo e descontraído. O exame começou às 13h em todo o Brasil e terminou às 18h. As salas foram abertas às 12h30.

Em Bauru, haviam 7.836 inscritos para a prova, que não é obrigatória. Em todo o Estado de São Paulo o número de inscritos foi de 542.466, o maior do País. No total, 1,8 milhão de estudantes estavam inscritos para a prova, em 600 municípios brasileiros.

Apesar do resultado do exame poder ser usado na avaliação dos vestibulares em mais de 330 instituições de ensino superior, entre elas a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), para os estudantes o Enem foi encarado como um treino preliminar para os vestibulares.

“A prova vai ser boa para eu saber se estou preparada para o vestibular”, diz a estudante da escola E.E. “Irmã Arminda Sbrissia”, Thaís Leão, 18 anos, que prestou o Enem na E.E. “Rodrigues de Abreu”. Para a estudante, que não estava nervosa antes da prova, o Enem também é importante como experiência para quem quer prestar o vestibular, já que o clima é parecido.

Outra aluna da E.E. “Irmã Arminda Sbrissia” que se preparava para fazer a prova ontem à tarde, Suzana Alves de Oliveira, diz que até estudou para a prova para ter um bom desempenho. Apesar disso, não estava nervosa. â€œÉ só um teste de conhecimentos que pode ajudar mais tarde”, explica.

Segundo Tatiane Oliveira, que já cursa o Normal Superior e pretende prestar outro vestibular no início do anos, a tranqüilidade no Enem se justifica por causa da simplicidade da prova. “A gente vai mais segura porque sabe que ainda não é o vestibular”, comenta. Talita Carolina Pinto, aluna do cursinho na escola Fênix, concorda: â€œÉ mais informal”, diz.

Para Thiago Simão, aluno do colegial do Objetivo, o Enem ainda não é levado a sério por muitos alunos porque não vale tanto quanto o vestibular. “Ele deveria contar mais pontos”, argumenta, revelando que não estudou para a prova. “Acho que muita gente ainda não sabe direito para que serve a prova”, completa.

Thiago Pereira, aluno da E.E. Benedito Gebara também sente a mesma coisa sobre a prova. “Se valesse mais, outros estudantes viriam também. Eu vou fazer porque acho que é um bom teste”, afirma.

Resultados

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, cada participante receberá, a partir da segunda quinzena de novembro, no endereço indicado na inscrição, o Boletim Individual de Resultados, com duas notas: uma para a parte objetiva da prova e outra para a redação e, ainda, uma interpretação dos resultados obtidos para cada uma das cinco competências avaliadas nas duas partes da prova.

Os resultados individuais são sigilosos e não serão divulgados, mas as instituições interessadas, estabelecimentos de ensino superior e empresas, poderão ter acesso ao resultado individual de qualquer participante desde que sejam autorizadas por ele.

As escolas, que tiveram mais de 90% de seus alunos matriculados na terceira série do Ensino Médio presentes ao Enem, poderão solicitar um boletim com a média dos resultados de seus estudantes. Esse boletim informa também a nota média do País, possibilitando uma comparação dos resultados. O documento é gratuito para as escolas públicas. Para as escolas particulares será cobrada a taxa de R$5,00 por aluno.