11 de julho de 2026
Economia & Negócios

'Paradão' está forte na região, diz sindicato de caminhoneiros

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda sem uma resposta por parte do Governo Federal, os caminhoneiros decidiram seguir em frente com a paralisação iniciada neste domingo. Ontem, o Sindicato dos Motoristas Autônomos de Bauru ainda não tinha uma avaliação em termos de números. Mas o presidente da entidade, Waldir Faria Freitas, afirmou que na região a categoria havia aderido quase que na totalidade ao movimento, que está sendo chamado de “Paradão”. A paralisação está sendo organizada pela Federação Nacional dos Caminhoneiros.

“Em Bauru, a adesão é maciça, mas ainda não temos um levantamento oficial. Recebi informações de que a adesão também é forte no Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, incluindo Bauru, Botucatu, Ourinhos, Agudos, Garça, Jales, Lençóis Paulista, Reginópolis, Descalvado, entre outras cidades. Em Santos, a paralisação atinge mais de 90% dos autônomos. Quem está na estrada hoje (ontem), na maioria dos casos são pessoas que haviam carregado o veículo antes de iniciarmos a paralisação e agora estão voltando para casa”, afirmou Freitas.

De acordo com ele, a Federação Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Fetrabens) e o próprio sindicato estão orientando para que, em lugar de fazer protestos nas estradas e parar nos acostamentos, os caminhoneiros autônomos simplesmente parem de trabalhar.

“Não faremos como no ano passado, com manifestações nas estradas, porque isso conta sete pontos na carteira de motorista, além da suspensão da mesma e apreensão do veículo, conforme consta no Código Nacional de Trânsito”, disse o presidente do sindicato.

As principais reivindicações da categoria são a redução do preço do óleo diesel em 30% com congelamento do valor por seis meses; mais segurança nas estradas; financiamento para a compra de rastreadores com juros subsidiados; cumprimento do vale-pedágio; adoção da planilha de custos de frete, elaborada pela equipe técnica da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e mais fiscalização nas fronteiras.

Na terça-feira da semana passada, a Federação Nacional dos Caminhoneiros apresentou as reivindicações da categoria ao governo, durante reunião com representantes de três ministérios. Após reunião de quase quatro horas com os ministros João Henrique de Souza (Transporte) e Paulo de Tarso Ribeiro (Justiça) e um representante do Ministério de Minas e Energia, os organizadores do movimento decidiram manter a paralisação.

Segundo nota da Fetrabens, o governo teria reconhecido que as reivindicações são justas, mas que não haveria condições de atendê-las em função do final de mandato.