10 de julho de 2026
Polícia

Canil e bombeiros buscam o corpo de Olynto em fazenda

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Equipes do canil da Polícia Militar e mergulhadores do Corpo de Bombeiros vasculharam uma grande área da Fazenda São José, município de Piratininga, em busca do corpo do administrador de empresas Nelson Olyntho Machado, seqüestrado desde o último dia 8.

O resultado foi negativo. Não há nenhum sinal do cádaver, após 20 dias do desaparecimento da vítima. Segundo a equipe de busca dos bombeiros, a lagoa onde o corpo pode ter sido jogado é muito extensa e funda. Caso o corpo tenha sofrido alguma perfuração antes de ser jogado na água, não virá a tona.

O trabalho dos bombeiros não tem data para terminar, segundo o sargento Paulo Eduardo Plana. “Vamos iniciar o trabalho pelas margens. As buscas podem demorar uma hora, uma semana ou um mês.”

Três cães farejadores vasculharam uma grande parte da fazenda, onde o corpo poderia ter sido desovado pelos autores do crime. Fragmentos de grama e de pinho que foram encontrados no veículo usado pelos acusados, direcionaram as buscas.

Uma roupa da vítima foi usada para que os cães farejadores sentissem o odor e procurassem no matagal. Segundo o sargento João Carlos Gimenez, o trabalho de busca com os cães é mais pelo instinto. “O odor da vítima impregnado na roupa é muito fraco. Os cães farejam o cheiro de carne. Vamos vasculhar os locais apontados.”

Buscas continuam

O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), J.J.Cardia, responsável pelas investigações, garantiu ontem que as buscas continuam até encontrar o corpo.

De acordo com ele, as possibilidades de encontrar o corpo naquela fazenda, apontada por um dos envolvidos como sendo o local onde a vítima foi enterrada, se esgotou. “Vamos reestruturar a estratégia de busca. Vamos fazer um rastreamento das ligações do celular do acusado Reinaldo Pereira Brito, conhecido por “Nardo”.

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Como foi

No último dia 8, o administrador de empresas Nelson Olyntho Machado foi seqüestrado nas proximidades de seu escritório, na avenida Getúlio Vargas, por seu ex-cunhado, Reinaldo Pereira Brito, Fabiano Aparecido Cardoso e por Marcelo Gabriel Ferreira.

O trio levou a vítima para um local incerto para dar-lhe um susto. O ex-cunhado queria que ele falasse onde estava sua mulher, irmã do administrador. Como a vítima se recusou, ele e seus comparsas o teriam espancado até a morte.

O desaparecimento do administrador foi registrado no dia 9 e, desde então, a polícia trabalha no caso. Os três acusados foram presos por força da prisão temporária, por 30 dias. Só Marcelo Ferreira concordou em contar o que sabia.

Foi ele quem indicou a fazenda como sendo o local de desova do corpo. Porém, ao que tudo indica, ele também foi enganado pelos seus companheiros. Na versão dele, os dois ficaram na fazenda enquanto ele foi para a cidade de Cabrália Paulista abandonar o veículo da vítima.