08 de julho de 2026
Regional

Bebê é encontrado no lixão de Itapuí

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Itapuí- Um bebê recém-nascido, do sexo masculino, foi encontrado já sem vida no começo da tarde de ontem, no aterro sanitário de Itapuí, por catadores de lixo. A Polícia Civil investiga o fato e até a noite ainda não tinha pistas concretas que possam levar à mãe ou a algum outro responsável pelo crime.

A polícia trabalha com várias hipóteses. Uma delas é a possibilidade de infanticídio, ou seja, que a mãe tenha causado a morte do filho logo após o parto. Não está descartada também a possibilidade do fato ter ocorrido com a mãe sofrendo uma depressão pós-parto.

O encontro do corpo aconteceu por volta das 12h20, no aterro que fica às margens da estrada vicinal Ângelo Poli. Um dos catadores que selecionava lixo encontrou o bebê e comunicou a Polícia Militar (PM), que compareceu ao local.

De acordo com o soldado Agilvan Fornazari, da PM de Itapuí, as informações preliminares ontem davam a entender que o bebê fora embrulhado e deixado na rua para a coleta domiciliar de lixo, que é feita diariamente na cidade.

O caminhão coletor que passou de manhã teria recolhido o bebê junto a outros pacotes de lixo despejando tudo no aterro sanitário. O local onde a coleta foi feita ainda não era conhecido ontem.

Uma equipe da Polícia Técnica esteve no local colhendo dados materiais. O recém-nascido foi encaminhado para o Instituto Médico legal (IML) de Jaú para exames necroscópicos que devem apontar a causa da morte e ainda se ele morreu antes ou após o nascimento. Após ser liberado, o corpo foi sepultado no cemitério de Itapuí.

Segundo informações extra-oficiais obtidas pela PM, é provável que o bebê tenha nascido com vida, já que peritos teriam constatado a presença de ar nos pulmões e também sinais de lágrimas.

O recém-nascido foi encontrado ainda com parte da placenta e cordão umbilical. Segundo a polícia, pesava aproximadamente três quilos e deve ter nascido durante a madrugada de ontem, em tempo normal de gestaçcão, ou seja, nove meses.

Segundo o delegado Antonio Francischini, independente do fato de o recém-nascido ter nascido já morto ou não, algum tipo de crime houve e prova disso é o fato do corpo ter sido encontrado jogado no lixão. O que se busca agora é identificar a mãe e saber se ela foi a autora desse crime ou se houve a participação de mais pessoas.

Uma das linhas da investigação policial tentará checar junto aos órgãos de saúde, a identidade das gestantes que fizeram o pré-natal nos últimos meses. Através dessa triagem, pode ser que se chegue à mãe que gerou o bebê jogado no lixo.