08 de julho de 2026
Geral

Chuvas aumentam a umidade do ar

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

A chuva de ontem amenizou os desconfortos causados pelos baixos índices de umidade do ar registrados durante o mês de agosto. Os níveis de umidade, cuja média para os meses de inverno é de 55%, chegaram a 27% neste mês - valor considerado bastante baixo.

Anteontem, a umidade do ar ficou em torno de 42% a 45% em Bauru. Ontem, graças à chuva provocada pela aproximação da frente fria do Sul, o valor registrado foi de 100%, no final da tarde.

“Apesar de nessa época normalmente haver uma baixa de chuvas e, conseqüentemente, de umidade no ar, chegamos a um índice de umidade bastante baixo no dia 25 de agosto - 27%”, explica a meteorologista Zildene Pedrosa Emídio, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru. “Isso é abaixo do necessário para o bem-estar do ser humano. Fica difícil para respirar; é prejudicial”, diz Zildene.

Ela explica que a umidade média relativa durante os meses de inverno - junho, julho e agosto - é de 55%. A redução das chuvas no inverno gera uma situação de estiagem no Sudeste do Brasil. Neste período, chove em média cinco vezes menos que no verão.

Respiração

A característica seca do ar durante o inverno é percebida pelos médicos através do aumento da procura por atendimentos. É o que afirma o pneumologista José Eduardo Bergami Antunes.

Ele explica que o ar seco pode agravar casos de rinite, sinusite e bronquite, entre outros problemas respiratórios. “A quantidade de consultas e até de internações aumenta”, afirma.

As pessoas que estão resfriadas tendem a ficar também desidratadas já que as vias respiratórias perdem muita quantidade de água.

Por outro lado, o ar seco diminui a produção de ácaros e fungos, que gostam de ambientes quentes e úmidos.

“Sempre nessa época de ar seco tenho crises de rinite. O nariz coça e fica difícil para respirar”, diz a universitária Raquel Ramos Silva.

Segundo Antunes, colocar baldes com água em casa pode ajudar. “Não há estudos científicos sobre isso, mas eu percebo que as pessoas sentem-se melhor”, expõe.

Outras medidas que podem ajudar é aplicação nasal de soro fisiológico e hidratação oral adequada. As pessoas do chamado grupo de risco, que têm propensão a doenças respiratórias, devem manter em dia as vacinas contra gripe e pneumonia, principalmente neste período.

O pneumologista faz um alerta para as queimadas, que prejudicam a qualidade do ar e provocam mais doenças respiratórias. â€œÉ preciso que as pessoas parem de gerar mais poluição pelas queimadas”, orienta.

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Mais água

A frente fria proveniente da região Sul do País deve deixar seus efeitos no Estado de São Paulo até a próxima segunda-feira, quando as temperaturas devem começar a subir novamente. É o que prevê o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

Hoje, o céu deve estar nublado, com chuvas, trovoadas e eventuais períodos de melhoria. Amanhã, a frente fria ainda vai estar no Estado, com chuvas e trovoadas em todas as regiões. As temperaturas devem cair no período da noite.

No domingo, não há previsão de chuva para Bauru, mas as temperaturas ainda estarão baixas, segundo o IPMet. Para a segunda-feira, não há previsão de chuva no Estado e as temperaturas devem voltar a subir.

A máxima temperatura no mês de agosto em Bauru chegou a 34 graus, no dia 8. Trata-se da maior máxima no mês de agosto desde 1997. Em 2000, a temperatura em agosto chegou a 33,4 graus.