O Hospital Regional de Bauru deverá ser inaugurado no “meio de outubroâ€, de acordo com o secretário estadual de Saúde, José da Silva Guedes. Até então, a previsão era para entrega no final de setembro.
“Até metade de outubro dá tempo de entregar, depende apenas dos procedimentos da Faculdade de Medicina de Botucatuâ€, disse ontem o secretário, durante o lançamento da campanha “Agita Centrinhoâ€, no Hospital de Reabilitação e Anomalias Craniofacias (HRAC) da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo Guedes, o Hospital Regional - que vai oferecer cerca de 400 leitos - poderá ser ativado a qualquer momento dentro deste mês de outubro, mas detalhes sobre a seleção de funcionários e corpo médico estariam apenas a cargo da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, que gerencia o hospital. â€œÉ importante que se diga: a Unesp não vai trazer para cá os médicos que trabalham em Botucatuâ€, declarou.
O secretário afirmou, ainda, que a preferência é por contratação de pessoal da própria cidade. “Isso facilita muito a administração do hospitalâ€, observou.
Até o fim de outubro, Guedes disse que pretende entregar outro hospital na cidade de São Paulo, localizado no bairro de Sapopemba. Assim como o de Bauru, esse fazia parte de um grupo de hospitais com obras paralisadas no estado.
“Nós encontramos 21 ‘esqueletos’ e definimos que cinco deles não devem virar hospital porque estão em lugares onde já existe hospital, era planejamento erradoâ€, revelou o secretário. De acordo com Guedes, 13 desses ‘esqueletos’ foram concluídos e já entregues, totalizando 3,5 mil leitos.
Família
Para o secretário, que ocupa a pasta da Saúde há quase oito anos, os principais pontos de sua atuação foram a continuidade administrativa e a parceria com os municípios. “A mortalidade infantil em 1994 era de 25,3 por mil nascidos vivos. No ano passado, a gente fechou com 15,8, ou seja, caiu 37% a mortalidade infantil no estadoâ€, declarou, ressaltando o mérito dos municípios na queda do índice.
Questionado sobre a possibilidade do governo de São Paulo trocar de mãos nas próximas eleições, Guedes citou o programa Saúde da Família, da administração do PSDB, para atacar o candidato Paulo Maluf (PPB). Para o secretário, Maluf não conseguiria implantar o programa na cidade de São Paulo.
“No ano de 1995, quando a gente chegou, a prefeitura (de São Paulo) estava na mão do ‘seo’ Maluf, que é contra o Sistema Único de Saúde (SUS) e que inventou uma coisa chamada Programa de Atendimento à Saúde (PAS), que era uma armação política, fundamentalmente. Montou um enorme ‘caixa dois’ para fazer campanha do ‘seo’ Pitta depois, na cidade de São Pauloâ€, declarou o secretário.
De acordo com Guedes, apenas a parceria com entidades filantrópicas pôde iniciar o programa na Capital. “Depois que a gente entregou para o governo da Marta (Suplicy), que resolveu assumir saúde na cidade, já temos 900 mil pessoas sendo atendidas pelo Saúde da Famíliaâ€, completou.
____________________
'Agita Centrinho'
R$ 7,00 em cada R$ 10,00 gastos em saúde no estado de São Paulo são destinados ao tratamento de doenças ligadas ao sedentarismo, como hipertensão, diabetes, osteoporose e derrames. Para diminuir esse número, o Governo Estadual promove o programa “Agita São Pauloâ€, com o objetivo de prevenir para não ter que remediar.
Em Bauru, o programa inspirou a campanha “Agita Centrinhoâ€, que pretende incentivar a população a praticar, pelo menos, 30 minutos de atividade física moderada por dia, mesmo que dividida em períodos menores.
O lançamento da campanha no Centrinho ocorreu na tarde de ontem, com a presença do secretário estadual de Saúde, José da Silva Guedes. Durante alguns minutos, Guedes praticou alongamento com pacientes e funcionários. De acordo com o secretário, o Centrinho é a 101.ª entidade do estado a aderir ao programa.
Segundo o médico Victor Matsuno, coordenador do “Agita São Pauloâ€, atividades simples, como caminhar até o trabalho e preferir a escada ao elevador, trazem benefícios diretos à saúde, como diminuição da pressão arterial, controle do colesterol e aumento da densidade óssea.