• Gás
O governo só deverá deixar de intervir no mercado do GLP (o gás de cozinha) após as eleições de outubro. A informação é do diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Sebastião do Rêgo Barros. Ele disse ser muito provável que isso aconteça, embora a eleição não seja uma determinante.
• Turbulências
Uma recente norma da ANP determinou redução de aproximadamente 12% no preço do gás de cozinha nas refinarias da Petrobras, medida que está em vigor desde o dia 19 de agosto, revertendo a política de liberalização do setor de combustíveis. Segundo Barros, a idéia da agência é aguardar o fim das turbulências na economia para suspender a intervenção.
• Liberdade
Para Barros, com o fim de um período internacional com preços do petróleo subindo por influências e razões políticas e o fim do ataque especulativo à economia brasileira, seria necessário retomar a liberdade de preços. O executivo também afirmou que a agência continuaria trabalhando para que o preço do GLP caia para o consumidor.
• Álcool
O governo deverá usar cerca de R$ 500 milhões do que for arrecadado com o tributo sobre consumo dos combustíveis (Cide) neste ano para financiar a estocagem de álcool combustível. O financiamento será feito com juros subsidiados. A previsão é estocar aproximadamente 1 bilhão de litros de álcool.
• Incentivo
Ontem, o governo editou um decreto definindo seis tipos de política de incentivo à produção de álcool combustível. Caberá ao Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) detalhar e dar diretrizes para a implantação dessas políticas. Neste ano será feito apenas o financiamento à estocagem.
• Agropecuária
Os produtos básicos foram os que impulsionaram as exportações brasileiras no mês de agosto. O fato vem confirmar pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou crescimento de 4,64% do setor agropecuário no primeiro semestre deste ano. Na comparação com agosto de 2001, o volume gerado por esse segmento cresceu 12,9%. As exportações avançaram de US$ 1,593 bilhões para US$ 1,721 bilhões.
• Inédito
Além de inédito para o período, esse resultado supera o recorde anterior, de agosto de 2001, seja pela média diária (US$ 78,2 milhões) ou pelo valor (US$ 1,721 bilhão). Já os produtos semimanufaturados tiveram elevação de 9,1%, passando de US$ 841 milhões para US$ 878 milhões. Em terceiro lugar vêm os produtos industrializados, com expansão de 7,9%, com volume de exportações passando de US$ 3,821 bilhões para US$ 3,942 bilhões.
• Alta
Na quarta posição estão os manufaturados, com alta de 7,5%, resultante de aumento de R$ 2,980 bilhões para US$ 3,064 bilhões, no mesmo comparativo. A maior queda foi verificada em relação a operações especiais, que recuaram 70,6%, devido à redução das exportações de US$ 313 milhões para US$ 88 milhões.