09 de julho de 2026
Polícia

DIG apreende 12 mil cartelas de 'raspadão'

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O bauruense que fazia sua “fezinha” no “Super Raspadão da Sorte” e no “Cartelão de Verão” não ia ganhar nunca. A “loteria” clandestina não era registrada pela Caixa Econômica Federal (CEF) e tinha cartelas marcadas. O “festival” de prêmios acabou ontem, com a apreensão de cerca de 12 mil cartelas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O jogo pode ter feito inúmeras vítimas.

A venda das cartelas ocorria na cidade toda, especialmente nos bares e lanchonetes da periferia. O que os compradores não sabiam é que a “loteria” era clandestina e os prêmios prometidos de maior valor, dificilmente sairiam ou nunca seriam ganhos.

Os lotes eram marcados e separados. Os prêmios maiores só eram colocados à venda no dia em que o organizador da “loteria” queria.

O caso só foi descoberto graças a um trabalho da inteligência policial, segundo explicou o titular da DIG, J.J.Cardia. “Consultamos a CEF e descobrimos que a “loteria” não era registrada.”

Com autorização judicial, a equipe de investigação foi até um escritório na quadra 7 da avenida Rodrigues Alves, onde as cartelas foram apreendidas. “Américo de Oliveira Suscena Rasga já foi autuado anteriormente”, disse o delegado.

Segundo Cardia, Rasga foi autuado em Termo Circunstanciado por prática de loteria não autorizada. “A pena é de prisão simples de seis meses a dois anos e multa. Eles responde em liberdade.”

Os endereços, entidades e CNPJs usados nas cartelas serão investigados pela DIG. “Vamos investigar todo o conteúdo e a forma como ele agia”, afirmou Cardia.