10 de julho de 2026
Economia & Negócios

No supermercado, impacto ao consumidor ainda é pequeno

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

O gerente de compras Paulo Sanches, de uma rede de supermercados da cidade, afirma que são mesmo os legumes e verduras “quentes” que sofreram reajuste nesta semana. “Apesar de serem consumidos também no inverno, eles têm um desenvolvimento mais rápido no verão”, diz.

Segundo Sanches, o preço praticado está de acordo com o que é repassado das centrais de abastecimento. “Se o produto entra pouco, o preço dele é elevado. Se entra muito, o preço estabiliza ou até cai”, explica. Mas ressalta que o consumidor tem opções: “Houve um pequeno aumento, mas há alternativas: a cebola e a batata estão baratas agora.”

Para o consumidor, o frio do início da semana já reflete no bolso. “Está um absurdo mesmo, aumentou demais. Mas fazer o quê? A gente tem que comer”, diz a auxiliar administrativa Cacilda Tomazini, 37 anos, observando que os tomates não estão bons.

A bancária Márcia Regina Landis Peres, 42 anos, afirma que não há outra alternativa a não ser deixar de comprar. “Eu procuro consumir menos. Costumo levar um quilo de tomate e hoje vou levar meio quilo”, declara.

Já a pedagoga Adriana Guimarães, 38 anos, que tem um filho de um ano, conta que não pode deixar de consumir produtos como a couve-flor, por exemplo. “Tenho criança pequena, então, tenho que comprar. Nem percebi que teve aumento”, explica, lembrando, contudo, que não havia prestado atenção no preço.