Após enfrentarem o traiçoeiro alagado, os jipeiros ainda tinham pela frente uma enorme erosão, com aproximadamente dois metros de profundidade.
O primeiro a sentir sua “fúria†foi o avareense César Aquilino. Ao entrar no obstáculo, ele e seu jipe Engesa 1.989 com motor seis cilindros da Silverado mal sabiam da encrenca que lhes aguardavam.
Ao chegar próximo à metade da erosão, César ficou com o jipe travado em um estreitamento do enorme buraco. Não se movia para frente e nem para trás e ficou parado em um ângulo de quase 90º. Assim, foi necessária uma verdadeira operação de guerra para fazer o Engesa mover-se.
O esforço para que isso ocorresse exigiu a mobilização de pelo menos uma dúzia de pessoas. Enquanto três penduravam-se na lateral do jipe para servir de contrapeso, mais seis equilibravam-se à beira da erosão cavando para alargar o buraco. Os restantes serviam como co-pilotos, passando orientações e dicas ao avareense.
Além disso, o Engesa também era puxado por um guincho de um jipe situado logo à frente. Tal operação era a de maior tensão, pois o risco do cabo de aço arrebentar ao ser submetido a um grande esforço aumenta consideravelmente. “Nesse caso, ele sai ricocheteando para todo lado e corta igual navalha o que tiver por pertoâ€, alertava um jipeiro espectador do resgate.
Felizmente, isso não ocorreu e, após cerca de meia hora, o Engesa saiu, soltando fumaça do disco de embreagem, da erosão. “Nessas horas, é mais gostoso assistir de fora do que estar lá dentro. Mas, faz parte do showâ€, destaca César, com bom humor. E acrescenta: “Olhando de fora ninguém acredita que algum jipe possa superar o buraco. Mas, agora que já abri o caminho, fica mais fácil para os outrosâ€, conclui ele.
Trabalho igualmente árduo exigiu um belo jipe militar Kaizer, de três toneladas. Ao tentar passar por um trecho apelidado de “pinicãoâ€, acabou atolando. Após várias horas e muitas tentativas frustadas, o Kaizer acabou sendo retirado do lamaçal graças à força e ao empenho de dois jipes Willys.
Após as “batalhas†com os atoleiros, nada mais justo do que alimentar-se. Para isso, a comissão organizadora do passeio montou uma barraca para uma pastelada, que marcou o encerramento de mais um Bauru Off Road.