O presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP), professor Palmiro Mennucci, esteve em Bauru sexta-feira para inaugurar a sauna da entidade e buscar votos que possam elegê-lo a deputado estadual.
Há um ano e meio no Partido Popular Socialista (PPS), Mennucci diz que pretender representar os profissionais do magistério na Assembléia Legislativa. Sua bandeira de campanha é “a Educação levada a sérioâ€.
“Os colegas do CCP estudaram alguns nomes para representá-los no Estado e chegaram ao meu. No início resisti um pouco, mas depois decidi aceitar o convite. É uma campanha difícil porque devemos percorrer todos os cantos de São Pauloâ€, explica.
Por onde vai, o professor distribui seus santinhos que lhe imputam algumas metas a cumprir, caso seja eleito. Das dez que constam no material, a principal, segundo ele, é a de elevar o piso salarial dos professores para cinco salários mínimos.
No material, também assume o compromisso de lutar pelo enquadramento do salário dos professores do ensino fundamental qualificados com curso superior. “Esses profissionais perderam 25% do rendimento porque tiveram faixa salarial rebaixada. Problemas nós temos aos montes para resolverâ€, ressalta.
Um outro deles, na opinião de Mennucci, é a progressão continuada, que deve ser revista. “Desde de sua implantação, em 94, alertávamos a Secretaria de Estado da Educação de que a proposta não daria certo, mas a ex-secretária estadual da Educação, Rose Neubauer, por se considerar onipotente, não nos ouviuâ€, criticou.
Uma outra consideração desfavorável que ele faz do atual governo estadual diz respeito aos inativos. “Relegaram os aposentados. Todos os aumentos de remuneração devem ser repassados a eles, o que não vem acontecendo. Gratificações também, embora sejamos favoráveis à incorporação das gratificações no salárioâ€, completa.
Ainda ganham destaque na campanha do candidato temas como revisão do Plano de Carreira do Magistério, aumento do tempo de permanência do aluno na escola, concurso público para todos os cargos, além de mais, melhores e mais seguras escolas públicas.
“Apesar privilegiar os professores, sou favorável a todas as causas justas. Por exemplo, da mesma forma que sou contra a municipalização do ensino, não concordei com a privatização do Banespa, com a abertura de capital da Nossa Caixa e sempre fui desfavorável à participação do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (Alca)â€, conclui.