10 de julho de 2026
Esportes

Vôlei: Brasil tenta semifinais do Mundial

Por Da Redação | Com Agência Folha
| Tempo de leitura: 3 min

Stuttgart - O Brasil busca hoje uma vaga nas semifinais do Mundial de Vôlei da Alemanha, às 15h30 (horário de Brasília), em Stuttgart, contra uma equipe chinesa mais “ocidentalizada” do que a atual seleção nacional feminina.

Contrariando as características do vôlei asiático - rapidez nas jogadas para compensar a baixa estatura das atletas-, a renovada Seleção Chinesa cresceu nos últimos anos, acompanhando a tendência do esporte no Ocidente.

O time titular da China tem média de altura de 1,84m - as 12 atletas convocadas para o campeonato na Alemanha têm 1,83m. Japão e Coréia, outras duas tradicionais representantes do vôlei asiático, levaram ao Mundial times com médias de 1,77m e 1,78m, respectivamente.

Na contramão da tendência mundial, o Brasil enfrentará as chinesas com um time mais baixo pela primeira vez desde 1994. As 12 jogadoras da também renovada equipe brasileira chamadas pelo técnico Marco Aurélio Motta têm média de 1,81m - a mesma do time titular-, a mais baixa do país desde 1990. O time foi definido às pressas após a debandada de cinco titulares em junho deste ano.

No Mundial do Japão, em 1998, a China conquistou a medalha de prata com uma equipe que possuía média de altura de 1,82m. O time do Brasil, que ficou na quarta colocação, tinha 1,83m.

Em Sydney-2000, as chinesas não subiram ao pódio. A média de altura do time era de 1,81m. As jogadoras brasileiras que conquistaram a medalha de bronze tinham, em média, 1,84m.

Além de se preocupar com a rapidez das jogadas asiáticas, o técnico brasileiro tem dado atenção especial em suas orientações ao aproveitamento dos contra-ataques, que podem ser propiciados pelo alto bloqueio chinês.

No primeiro confronto entre as equipes no Mundial, a China, que venceu por 3 sets a 1, marcou 16 pontos no fundamento contra apenas seis das brasileiras “O time ainda não sabe se comportar quando o jogo adquire um ritmo com muitas trocas de bola. Se perde muito no contra-ataque. Isso ainda é resultado da inexperiência”, declarou Motta.

Para diminuir a velocidade do ataque rival, o Brasil aposta no saque, que tem sido um dos principais fundamentos da seleção. “Estamos sacando muito bem. E não é só colocar a bola no chão. Quando sacamos taticamente, estamos conseguindo atrasar as jogadas, e isso facilita o trabalho da defesa”, disse o treinador brasileiro.

As demais partidas de hoje pelo Mundial são Rússia x Bulgária e Coréia x Itália, ambas às 13h, enquanto Estados Unidos e Cuba se enfrentam no mesmo horário do jogo do Brasil.

Melhores

O site oficial da Confederação Brasileira de Volleybal (cbv.com.br) informou ontem que cinco jogadoras brasileiras se destacam nas estatísticas oficiais do Mundial. Marcelle, Sassá, Fabi, Paula e Scheilla estão entre as dez melhores em diferentes fundamentos.

No levantamento, Marcelle lidera com tranqüilidade. Até aqui, ela teve um aproveitamento de 14, 69%, dois pontos percentuais a mais que a segunda colocada, a levantadora coreana Kang, com 12,93%.

No bloqueio, a atacante Paula aparece em oitavo lugar, com 0,77% de eficiência. A jogadora brasileira também é destaque entre as maiores pontuadoras da competição, ocupando a décima colocação, com 103 pontos.

Na defesa, a líbero Fabi é a quarta melhor, com 3,46% de aproveitamento. A jogadora também aparece nas estatísticas da recepção: é a quinta colocada, com 55,83%. Sassá é outro destaque no fundamento, ocupando o nono lugar (50%). Uma das principais sacadoras da Seleção Brasileira, a oposto reserva Scheilla é a terceira nesse fundamento, com 0,42% de sucessos.