09 de julho de 2026
Geral

Para AHB, não há meio de aumentar número de vagas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Os três hospitais da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) não têm condições de acomodar os pacientes que atualmente estão internados em macas nos corredores do Pronto-Socorro Central. É o que diz Samuel Fortunato, diretor clínico do Hospital de Base.

Ele afirma que os hospitais de Base e Manoel de Abreu, que dão retaguarda ao PS, já estão trabalhando no limite, sem leitos vagos. “Os dois hospitais já estão funcionando nas suas capacidades máximas. Não há como abrir mais vagas. Só um novo hospital, como o Regional, que ainda não tem data para começar a funcionar, para dar vazão”, frisa.

Fortunato diz que a AHB não atende pacientes em corredores e que essa prática não será adotada agora porque pode colocar em risco todo o atendimento do hospital. “Essa cultura de atendimento em corredor começou no PS do Hospital das Clínicas, em São Paulo, e se espalhou. Mas a AHB atende exclusivamente em leito”, comenta.

O Hospital de Base tem 287 leitos, o Manoel de Abreu, 130 e a Maternidade Santa Isabel, 88. De acordo com Fortunato, o convênio da AHB com o Ministério da Saúde é para destinar 60% dos leitos ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas esse percentual é muito maior. “Cerca de 95% dos leitos são ocupados por pacientes do SUS”, sustenta.

Fortunato ressalta que alertou que poderia haver dificuldade, durante a reforma do PS, em atender os pacientes internados nos corredores da unidade de saúde. “Eu levantei esse problema na reunião sobre a reforma do PS realizada na prefeitura há menos de 15 dias. Eu sugeri que a Secretaria Municipal de Saúde e a Direção Regional de Saúde (DIR-10) precisavam fazer uma aliança com hospitais da cidade da região para atender os pacientes que estão nos corredores”, diz.