10 de julho de 2026
Regional

Diretor do Daae confessa que não teve dentes arrancados por bandido

Por Cláudio Dias | Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - O diretor de Expediente do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) de Araraquara, José Rubens Pires, 52 anos, não foi torturado por assaltantes como havia afirmado à polícia no último dia 6. Após quatro dias, o próprio diretor confessou, em depoimento no 2.º Distrito Policial (DP), que nunca houve assaltantes, roubo, tortura e o já temido “maníaco do alicate”. Segundo a polícia, tudo não passou de uma briga além do limite da sensatez.

O titular do 2.º DP, Luiz Armando Goyos Ferreira Filho, disse que anteontem o diretor foi ao Distrito para registrar o depoimento. Na ocasião, ele mudou a história e resolveu contar o que realmente aconteceu no dia em que acionou a polícia. De acordo com as informações da polícia, um amigo de Pires, identificado como sendo o garçom J.C.R., 23 anos, ligou e o convidou para sair.

Eles combinaram, como um colega de R., da cidade de Barra Bonita, que estava em Araraquara, o passeio. Eles foram a um bar, onde ficaram algumas horas. Segundo o depoimento, um rapaz conhecido como “Branquinho” estava no estabelecimento e juntou-se ao grupo.

Num determinado momento, eles combinaram de ir até a residência do diretor, localizada na rua Pedro Alvares Cabral, no centro. Como o rapaz de Barra Bonita teria que viajar naquela noite, foi deixado do Terminal Rodoviário e, em seguida, todos seguiram em direção à residência de Pires.

Os motivos ainda serão investigados, mas o que se sabe, até o momento, é que o diretor e “Branquinho” teriam se desentendido e, num ato de defesa, o segundo deu um chute na boca de Pires.

“Não houve maníaco do alicate. Na verdade, com o golpe, os dentes do diretor acabaram se quebrando. Após isto, ele (Branquinho) pegou o controle do portão e foi embora. Na verdade, o diretor não pensou que o caso pudesse tomar a repercussão que tomou”, avaliou o titular do 2.º DP.

No dia do incidente, o diretor do Daae afirmou ter sido torturado por dois assaltantes, por volta da 1 hora. A notícia chocou toda a comunidade porque havia a informação de que a vítima teria tido todos os dentes arrancados por um alicate. No primeiro depoimento, ele declarou que dois indivíduos o obrigaram a abrir a casa no momento que estacionava o carro na garagem.

Ele contou que foi amarrada no sala e que os bandidos arrancaram os seus dentes com um alicate. Disse também que os assaltantes roubaram apenas algumas roupas, R$ 10,00 e uma faca de enfeite que estava numa das paredes da casa.