A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) pretende adiar a discussão sobre o pedido de reajuste da tarifa do transporte coletivo para depois do primeiro turno das eleições deste ano, em 6 de outubro. O JC apurou, ontem, que a estratégia está sendo definida junto ao Palácio das Cerejeiras. As concessionárias do transporte coletivo urbano solicitaram aumento na tarifa em julho deste ano.
O tema é evitado tanto na Emdurb quanto na Prefeitura Municipal de Bauru. Outro ponto é que não há consenso sobre o assunto dentro da administração. Uma corrente aponta os balanços da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) para demonstrar que a cobertura do rombo de R$ 4 milhões só poderá ocorrer com uma tarifa a partir dos R$ 1,30.
Entretanto, outra corrente prefere evitar os números e partir para a discussão política do serviço: o impacto social da medida sobre a população. De outro lado, o governo municipal é pressionado pelos aumentos nos insumos de serviços das empresas concessionárias nos últimos meses, sobretudo no item combustível.
Outro aspecto que pressiona a tarifa do transporte coletivo é a demora para a reestruturação do sistema. A Emdurb conta com uma modelagem contratada há mais de dois anos. O estudo ficou no papel durante a crise contratual envolvendo a saída da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) do sistema. A informação é que a Emdurb estaria atualizando os dados da modelagem para fazer um planejamento de aplicação.