Depois de brigar com a mulher e levar uma paulada na cabeça, Noel Epifanio Ferreira, 37 anos, foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros e submetido à uma intervenção cirúrgica. Para justificar a agressão, a esposa alega que o marido esfregou fezes caninas em sua boca, durante o desentendimento.
A ocorrência foi registrada pela polícia às 8h de ontem, na rua Chimbo Atusi, 1-183, no Núcleo Presidente Geisel, onde o casal mora.
Há cinco anos juntos, Irene Aparecida Ramos, 49 anos, comentou com os policias que sofre violência e humilhações constantes por parte do companheiro desempregado. A informação teria sido confirmada por vizinhos, que acompanharam a discussão.
Contudo, ontem, em seu depoimento, Irene disse ter revidado às agressões físicas sofridas, que sucederam o fato de Ferreira ter esfregado no rosto dela uma vassoura suja com fezes de cão.
De posse de um caibro que estava no quintal de sua residência, ela desferiu um golpe contra a cabeça do marido.
Quando a polícia chegou, Ferreira estava consciente a ponto de garantir, segundo policiais, que só não bateu na mulher porque não estava com vontade. Depois de socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Central verificou-se que o estado de saúde dele era grave.
Já Irene foi conduzida ao 4.º Distrito Policial, onde prestou depoimento. O caso foi registrado como lesão corporal recíproca e será investigado. Ainda ontem a Polícia Técnica esteve no local dos fatos. Como a ocorrência parecia sem gravidade, ela foi liberada.
Quando Ferreira se recuperar, será chamado a prestar depoimento. Até o fechamento desta edição, o Hospital de Base, onde Ferreira foi operado, ainda não havia divulgado um boletim sobre seu estado de saúde.
Levante feminino
A ocorrência registrada ontem é a segunda da semana envolvendo mulheres que, ao revidar à violência familiar, acabaram exagerando na medida.
Anteontem, a ajudante geral Maria Ivone Falavinha de Moraes matou seu marido a facadas. Casada há mais de 20 anos, ela justificou sua atitude explicando que apanhava do companheiro e estava com outro namorado.
Matéria publicada pelo JC mostrou que, Maria Ivone, mesmo acusada por crime de homicídio qualificado, faria a mesma coisa em outra oportunidade porque não suportaria tanta violência doméstica.