09 de julho de 2026
Bairros

Sem ambulância, paciente sofre para fazer tratamento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Transportar a irmã que não anda e não fala até a Universidade do Sagrado Coração (USC) para tratamento ambulatorial tem sido um problema para a dona de casa Sivonildes Lúcia Nascimento. A irmã dela, Carolina Nascimento, 43 anos, sofreu dois aneurismas e precisa de atendimento contínuo.

A dona de casa conta que desde fevereiro de 1999 luta para que a irmã não perca os poucos movimentos que ainda mantém. “Ela não fala, não anda e seu lado direito está paralizado. Se não fizer fisioterapia, o lado esquerdo do corpo poderá sofrer o mesmo problema”, relata.

Para que o tratamento tenha prosseguimento, a dona de casa tem que se deslocar três vezes por semana até a USC, onde sua irmã faz fisioterapia. “Um voluntário nos levou durante algum tempo. Depois a Fundação Fernando de Almeida Maia nos transportou. Mas agora a entidade transporta só as pessoas que precisam de quimioterapia e radioterapia, que não é o caso dela”, conta.

A dona de casa diz que já solicitou uma ambulância à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas não foi atendida. “Eles alegam que não têm condições porque o número de veículos é restrito”, diz.

A alternativa que restou a ela foi transportar a irmã de ônibus circular que faz a linha Vila Souto/Giunta. “Os motoristas e cobradores ajudam a gente a embarcar e desembarcar, porém os passageiros não gostam, porque o ônibus atrasa”, conta a irmã.

As ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde são destinadas ao atendimento de urgência e emergência, segundo informações do Pronto-Socorro Municipal. Por isso, Carolina não obteve o transporte.

O procedimento correto, de acordo com a SMS, é a dona de casa procurar a unidade de saúde do bairro e conversar com a assistente social. É ela que irá fazer uma visita e constatar a necessidade do transporte. O relatório da assistente social poderá, na medida do possível, requisitar a ambulância.