07 de julho de 2026
Ser

Minha história


| Tempo de leitura: 2 min

Você foi para onde sempre disse que ia, e eu sempre duvidei. Rô, nós enfrentamos tantas coisas, preconceitos, famílias e conseguimos vencer a todos, mas eu e você não conseguimos nos controlar por causa de ciúmes bobo e doentio. Nos separamos e você foi e eu fiquei. Seis anos juntas entre tapas e beijos, mas era assim que a gente vivia. Eu optei por escrever aqui no “Ser” para desabafar. Você não me dá notícias, não sei de você, “Preta”, o que aconteceu com a gente. Eu estou com a alma doente, sentindo a sua falta. Eu não posso nem devo perguntar para mais ninguém de você, todos falam “sai dessa, ela está bem, se não te procura, é porque te esqueceu”.

Eu sei que não é assim. Sei que onde está, PR, ainda pensa em mim. Eu não sei mais o que fazer para te localizar.

Sabe, o único conforto que eu tenho é o de que todo dia você lembra de mim. Rô, os amigos não acreditam como eu, nos nossos sentimentos. Às vezes acho que nem nós acreditamos, mas eu preciso de você, nem que seja para me xingar, brigar.

“Eu, acostumei viver assim, mas antes você estava ali”. Agora está tudo bem, tudo em paz, mas cadê você, minha preta.

Esses dias atrás eu muito louca de saudades, encontrei um menino, bem mais novo que eu, e perguntei:

- Você já sofreu de amor?

Ele disse que sim!

- Como faz para sair dessa?

Ele me respondeu: O amor dói, inflama, mas não mata, aí eu fiquei mais contente, comecei a rezar, pedi paz para o nosso coração.

Rô, com Deus como amigo é tudo que preciso para mim ficar forte, eu sei que você aí também não é fácil. Eles querem nos separar, fazer esquecer. Mas nem se for um pouquinho ainda vou te ver e falar para você tudo o que está acontecendo comigo.

Desta e sempre sua, “Preta”