10 de julho de 2026
Regional

Amaral Carvalho compra incinerador de R$ 300 mil

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O Hospital Amaral Carvalho (HAC) concluirá, até dezembro, a segunda etapa do sistema de gerenciamento de resíduos de saúde, com a instalação do segundo incinerador, construído de acordo com as normas técnicas internacionais e com capacidade para queima de 12 toneladas de resíduos por mês.

A informação é do engenheiro de segurança do trabalho e responsável pelo setor, Antônio Fernando Padim.

Atualmente, são incinerados resíduos de Jaú e dos municípios da microrregião, compreendendo hospitais, clínicas médicas e ondontológicas, laboratórios, farmácias, explicou Padim.

De acordo como engenheiro, o primeiro incinerador, em funcionamento desde 1999, será desativado para manutenção e reforma, permanecendo como reserva após a entrada em operação do novo equipamento.

“O moderno incinerador, que entrará em operação no começo do ano que vem, atenderá as exigências internacionais de emissão gasosa”, afirmou o engenheiro, explicando que o equipamento possui filtros (lavadores de gases) não presentes na estrutura em funcionamento.

Investimento

O hospital investiu em torno de R$ 300 mil na construção do sistema de gerenciamento de resíduos de saúde. Para a nova fase, a instituição está injetando cerca de R$ 95 mil, através de receita do próprio serviço, disponibilizado a instituições de Jaú e da região.

O engenheiro ressalta os ganhos ambientais que o processo de incineração permite. “A redução do volume chega a 95% do lixo in natura. O resíduo tratado é descartado no aterro sanitário de Bariri”.

Para se ter uma idéia do processo, Antônio Padim citou que das quase 12 toneladas de resíduos incineradas por mês, sobram cinzas suficientes para encher uma caçamba de coleta de entulhos. O material é enterrado imediatamente assim que chega ao aterro sanitário.

Quatro câmaras compõem o sistema de incineração: na primeira delas, a temperatura é de 1.000 graus centígrados; na segunda, chega a 1,6 mil graus, temperatura em que são fundidas barras de ferro.

Os gases tóxicos, ao passarem por esta fase, têm as moléculas quebradas, eliminando riscos de emissão gasosa tóxica. Na sequência, ocorre a separação de particulado e a eliminação final na quarta câmara.