08 de julho de 2026
Geral

Esportistas radicais fazem rapel em edifício no Centro

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Descarregar o estresse da semana e desafiar o medo de altura. Com estes objetivos, a professora de inglês Roberta Mayumi da Silva, 31 anos, desceu 11 andares do edifício garagem, cruzamento da rua 13 de Maio com Bandeirantes, Centro de Bauru, na tarde de ontem. Outros 31 alunos de uma agência participaram do exercício.

Tentando ultrapassar seus próprios limites, a professora não mediu esforços para descer os 75 metros segura apenas por uma corda. Há quatro anos praticando rapel, ela garante que o exercício é um teste para aceitação do medo. “Quando eu comecei tinha medo de altura. No início descia um andar, hoje desço 21”, comemora.

O esporte radical, na opinião dela, é antes de tudo uma alternativa para livrar-se do estresse. â€œÉ adrenalina pura. A gente trabalha a semana inteira e fica sempre estressada. No final de semana descarrego essa energia e começo a próxima eqüilibrada”, garante.

A professora confessa que os pais não gostam que ela pratique o rapel. “Eles temem os acidentes, mas a equipe é muito bem estruturada. Nunca tivemos um acidente”, tranquiliza.

A técnica de descida por cordas, denominada rapel, segundo o instrutor do grupo Rapel & Cia, Arlindo Júnior, é indicada para pessoas enfrentar o medo de altura. “Crianças, desde que entendam e aceitem os comandos, podem participar, assim como os adultos. Ajuda na cordenação motora, na auto-confiança e a perder o medo de altura”, diz.

O rapel, segundo ele, é muito usado pelos bombeiros para resgate de vítimas de incêndio em locais de difícil acesso. “A técnica é usada para resgatar vítimas em penhascos, abismos e incêndios, onde a escada magiros não pode ser usada”, conta.

Esportes radicais que envolvam altura não é o lazer predileto de Nadir Marcolino Mantovani. Levada por uma amiga para assistir à apresentação do rapel, ela gostou, mas não se entusiasmou em imitar.

“Eu não tenho coragem nem de subir os 21 andares”, comenta. Descer os 75 metros é um desafio para o qual Nadir ainda não está preparada. “Eu só vim apreciar. Não desço nessa corda, tenho muito medo”, confessa.

O instrutor, que já participou de treinamentos da Swatt, a polícia norte-americana, mantém um grupo de adeptos do rapel que se encontra todos os finais de semana. Os interessados poderão obter informações pelo telefone (14) 3277-5544 ou pelo site www. rapel&cia.com.br