Desconhecido do eleitorado, o candidato João Francisco Xavier (PPB) faz uma campanha discreta à Assembléia Legislativa, pregando o fortalecimento das associações de bairro. Microempresário do setor de segurança privada, ele diz que disputa a indicação a pedido da categoria dos vigilantes, dentre outras. “Não faço promessas. Traço metas a serem cumpridasâ€, afirma.
Xavier pretende cumprir seu mandato de parlamentar calcado em um trabalho conjunto com a comunidade. O pepebista quer inverter os papéis. “Serei eu quem vai estar cobrando o povo. Cada bairro terá que ter uma comunidade firme, representado pelos melhores homens, os mais responsáveisâ€, expõe.
Na avaliação dele, a sociedade só pode cobrar seus representantes depois de organizada. “Minha intenção é solucionar os problemas por bairros. Se tivermos que levar algum projeto à Assembléia, vai constar a assinatura da presidência da associação de bairro e de todos os moradoresâ€, diz.
O pepebista está confiante de que será eleito no próximo dia 6 de outubro. “Chegou o momento de mudança. Meu slogan é ‘Renovação inteligente’. O povo procura mudançaâ€, prega.
Bispo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias (Mórmons), Xavier segue à risca os costumes de sua religião. Ele abriu mão de tomar o café durante a entrevista concedida ao Jornal da Cidade, bebida não recomendada pela doutrina Mórmon. No lugar do tradicional café preferiu chá.
O candidato discorda da folclórica avaliação de que o povo não sabe votar. “A população está carente de opções. Me lancei candidato para representar as categorias trabalhadoras.â€
Financiamento
Sem recursos de porte para deslanchar sua campanha política, o pepebista diz que é preciso mudar “as regras do jogoâ€.
â€œÉ preciso mudar a forma de se fazer política. Com o apoio do povo, pretendo levar ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, a proposta para se criar um teto de gastos de campanhaâ€, explica.
Ele acha “muito estranho†um candidato gastar milhões de reais com publicidade para depois ter um salário que não condiz com a realidade financeira de sua campanha.
“O que geralmente esses candidatos gastam não conseguem recuperar nos quatro anos que vão ficar à frente do mandato. Alguma coisa tem de errado. Ou ele vai estar de rabo preso com alguém ou vai fazer falcatruasâ€, alerta.
Convicto de suas idéias, Xavier afirma que não entrou para o mundo político com o objetivo de apenas “brincarâ€.
“Eu entrei para fazer história. Há muito tempo não se vê um homem fazer história na política, proporcionando benefícios, revolucionando, mudando esse sistema que está erradoâ€, diz.
O candidato observa que é preciso atacar o problema do desemprego com mais audácia. “O desempregado fica doente, fica com a cabeça vazia. Doente, não vai encontrar emprego. Sem emprego, seu filho não vai poder estudar e nem terá lugar para morar. O emprego é o centro de todas as dificuldadesâ€, aponta.
União de forças
O pepebista avalia que chegou a hora do segmento político e empresarial de Bauru atuar em conjunto para atrair mais indústrias, fator gerador de empregos.
“Eu observo que muitas cidades estão dando isenção de impostos, diminuindo a carga tributária para atrair mais empresas. Não vejo isso em Bauruâ€, constata.
Para inverter essa situação, ele prega um arrastão que envolva a participação do prefeito, vereadores e deputados. “Não interessa o partido a qual estão filiados. A partir do momento que unirmos esse pessoal, vamos buscar as empresas.â€
Na sua análise, o prefeito é a principal figura política dessa empreitada. â€œÉ ele quem terá que arrumar a área e oferecer a insenção. Depois, caberá aos vereadores o cumprimento do resto da etapa. E aí eu entendo que não deve haver essa história de oposiçãoâ€, afirma.
O candidato destaca que por diversas vezes tem observado a manifestação contrária de vereadores a interesses do município e da comunidade porque se dizem da oposição.
“Então porque é da oposição não pode votar a favor de determinado projeto que beneficiará a cidade? É por isso que defendo a união do povo. Não se pode deixar meia dúzia de vereadores votar contra a busca de uma empresaâ€, critica.
Ele diz que essa mesma avaliação também se enquadra na continuidade das obras municipais. “Iniciaram a construção de um viaduto e a obra está parada porque um outro prefeito foi quem o começou. Isso está errado.â€