08 de julho de 2026
Geral

Pedreiro morre após queda acidental

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Nos primeiros minutos de ontem, o pedreiro e funcionário público Claudio Roberto Carrenho, 47 anos, morreu após cair de uma escada enquanto trabalhava na casa de um amigo. A queda provocou politraumatismos na vítima, que foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos.

Com a ocorrência, subiu para dois o número de trabalhadores da construção civil que morreram neste ano devido a acidente de trabalho, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Bauru e Região.

O acidente aconteceu na Vila Rocha, na rua Manoel Porfírio da Rocha, quadra 2, local onde Carrenho construía uma churrasqueira de alvenaria. No momento da queda, o pedreiro estava sobre uma escada, que escorregou. A vítima caiu de cabeça no chão e sofreu traumatismo craniano.

A Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros foi acionada e transportou o pedreiro até o Pronto-Socorro Central. De lá, ele foi encaminhado ao Hospital de Base, onde morreu.

Questão trabalhista

Segundo o presidente do sindicato da construção civil, Claudio da Silva Gomes, os pedreiros que não exercem a profissão diariamente são mais suscetíveis a acidentes desta natureza, porque não participam das atividades de conscientização promovidas pela entidade.

“Os profissionais que exercem a atividade apenas nos finais de semana normalmente não contam com equipamentos de segurança e não são tão cautelosos quanto os demais, pois encaram a atividade como um bico. Com o acidente de ontem (anteontem), sobe para dois o número de trabalhadores da construção civil que morreram em função de acidentes de trabalho”, explica.

Apesar da tristeza provocada pela fatalidade, Gomes se diz menos angustiado com número de ocorrências fatais registrado entre a categoria em 2002. O ano passado a entidade contabilizou nove perdas.

“A queda na incidência de casos mostra que nossa campanha pela segurança no trabalho nos canteiros de obras tem surtido efeito. Desenvolvemos um processo de conscientização que envolve também o setor patronal”, comenta o presidente da entidade.

Quando os empresários são displicentes com seus funcionários, o sindicato aciona da Polícia Militar e o Ministério do Trabalho, explica Claudio. O sindicalista ainda destacou que o estresse ou problemas familiares também podem provocar distrações que resultam em acidentes graves.

Entre os principais imprevistos registrados em Bauru estão o choque elétrico, o soterramento, a queda de altura e a projeção de objetos, que normalmente caem do alto e atingem a cabeça dos trabalhadores.

No caso específico da Vila Rocha, Gomes garante que o sindicato vai fazer um levantamento no local para averiguar as circunstâncias da queda e a possível responsabilização do empregador.