11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Associações ligadas ao setor enaltecem 'vocação' da área

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Dirigentes de diversas entidades ligadas ao comércio em Bauru destacam a “vocação” da área central da cidade para atrair investimentos. O presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto De Bernardis (o Kiko), diz que a preferência dos comerciantes pela área central é reflexo de uma série de características positivas que a região oferece.

“O centro é o local mais valorizado da cidade, em termos de ponto comercial. Em Bauru, essa área está localizada literalmente no centro, no meio do município, entre a zona Sul e a Bela Vista. É diferente da área central comercial de algumas cidades, como Santos, que não têm essa localização privilegiada. Isso faz com que a quantidade de pessoas circulando pelas ruas seja muito alta”, observa Kiko.

De acordo com ele, há aproximadamente 30 anos um imóvel não fica desocupado no centro. “Hoje existe apenas um imóvel desocupado, porque está sendo reformado, na quadra 7 do Calçadão.

O diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Sérgio Evandro Motta diz que a instalação de algumas empresas em outras áreas da cidade, como a zona Sul, não significa que o centro está perdendo empreendimentos.

“Alguns lojistas apostam em outras áreas até mesmo em função do ramo em que atuam. Mas o centro está sempre se renovando e atraindo novos negócios. Os consumidores são atraídos porque encontram tudo o que precisam numa só região”, observa.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, também destaca a constante movimentação que existe na área central da cidade e sua “vocação empreendedora”.

“O centro é uma região muito valorizada, reúne estabelecimentos de todos os setores e oferece uma ótima infra-estrutura tanto para comerciantes, quanto para o público consumidor. Quando algumas unidades ficam desocupadas, coisa rara, são altamente disputadas”, ressalta.

A secretária de Planejamento da Prefeitura Municipal, Maria Helena Rigitano, lembra que o projeto de revitalização da área central continua. “Estamos em ritmo mais lento no momento porque, a partir de agora, precisamos da parceria de entidades e dos próprios comerciantes. A experiência das reformas na Rio Branco foi ótima e queremos fazer muito mais”, afirma.