Dirigentes de diversas entidades ligadas ao comércio em Bauru destacam a “vocação†da área central da cidade para atrair investimentos. O presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto De Bernardis (o Kiko), diz que a preferência dos comerciantes pela área central é reflexo de uma série de características positivas que a região oferece.
“O centro é o local mais valorizado da cidade, em termos de ponto comercial. Em Bauru, essa área está localizada literalmente no centro, no meio do município, entre a zona Sul e a Bela Vista. É diferente da área central comercial de algumas cidades, como Santos, que não têm essa localização privilegiada. Isso faz com que a quantidade de pessoas circulando pelas ruas seja muito altaâ€, observa Kiko.
De acordo com ele, há aproximadamente 30 anos um imóvel não fica desocupado no centro. “Hoje existe apenas um imóvel desocupado, porque está sendo reformado, na quadra 7 do Calçadão.
O diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Sérgio Evandro Motta diz que a instalação de algumas empresas em outras áreas da cidade, como a zona Sul, não significa que o centro está perdendo empreendimentos.
“Alguns lojistas apostam em outras áreas até mesmo em função do ramo em que atuam. Mas o centro está sempre se renovando e atraindo novos negócios. Os consumidores são atraídos porque encontram tudo o que precisam numa só regiãoâ€, observa.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, também destaca a constante movimentação que existe na área central da cidade e sua “vocação empreendedoraâ€.
“O centro é uma região muito valorizada, reúne estabelecimentos de todos os setores e oferece uma ótima infra-estrutura tanto para comerciantes, quanto para o público consumidor. Quando algumas unidades ficam desocupadas, coisa rara, são altamente disputadasâ€, ressalta.
A secretária de Planejamento da Prefeitura Municipal, Maria Helena Rigitano, lembra que o projeto de revitalização da área central continua. “Estamos em ritmo mais lento no momento porque, a partir de agora, precisamos da parceria de entidades e dos próprios comerciantes. A experiência das reformas na Rio Branco foi ótima e queremos fazer muito maisâ€, afirma.