09 de julho de 2026
Política

Candidato do PSTU quer discutir privação do País

Da Redação
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O candidato a deputado federal Fábio Bosco (PSTU) se reuniu anteontem com bancários e servidores municipais, dentre outras categorias de trabalhadores, para expor as propostas do partido visando as eleições de 6 de outubro.

“Temos dedicado nossa campanha eleitoral a discutir as raízes dos problemas que levam a maioria do nosso povo a uma situação de privação”, diz.

Bosco relata que cerca de 200 mil crianças morrem anualmente no País por falta de alimentação adequada. “Mais de 50 milhões de brasileiros vivem na linha da pobreza ou abaixo dela.”

Ele entende que esse quadro se depara com uma contradição em relação às riquezas produzidas no País. “O Brasil cada vez mais se assemelha a uma colônia, onde reinam as multinacionais e os bancos.”

O candidato afirma que os acordos nacionais garantem que as riquezas sejam retiradas do País. “A Lei de Responsabilidade Fiscal, imposta pelo Fundo Monetário Internacional, o FMI, garante que parte do orçamento público seja destinado ao pagamento das dívidas interna e externa”, conclui.

Bosco explica que o partido defende o não pagamento da dívida externa brasileira. â€œÉ uma dívida ilegítima, já foi paga e a continuidade de seu pagamento impede que as riquezas do Brasil sejam destinada a melhorar a vida dos trabalhadores.”

O candidato diz que o PSTU aposta nas lutas sociais para a construção e transformação da sociedade.

“Fazemos uma campanha bastante modesta. Recolhemos dinheiro entre os trabalhadores para financiar o material. Recusamos o dinheiro que vem de grupos econômicos porque entendemos que esses recursos compram uma futura atuação parlamentar”, conta.

Ele avalia que é importante para os trabalhadores a eleição de deputados que tenham posicionamentos claros em relação à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), pela ruptura com o FMI e pela estatização do sistema financeiro.